Marcelo Palma falou sobre o momento em que teve de reconhecer o corpo de Maycon Douglas, que apareceu sem vida na Praia do Sul, na Nazaré, cerca de uma semana depois de ter desaparecido, na madrugada do passado dia 31 de dezembro.
"O reconhecimento do corpo foi algo muito ponderado, mas alguém tinha de o fazer e era uma situação em que conseguia proteger tanto a mãe como o melhor amigo. Até hoje, não sei o que senti nem o que sinto. Sinto um vazio gigante, continua a ser muito surreal, muito difícil de digerir e de aceitar que tudo isto é real. Senti-me sem chão. Os meus dias foram praticamente passados a chorar, foi um impacto gigante e psicologicamente foi algo que me afetou muito", começou por dizer, em declarações à revista TV7 Dias.
O jovem confidenciou que encarou este doloroso momento como uma última homenagem. "Sentimento de que era a última coisa que eu poderia fazer. Sinto que tenho de ser eu a fazer, mais ninguém", continuou.
Por fim, Marcelo Palma revelou como tem sido desde então. "Tem sido muito intenso. Desde o dia 1 de janeiro que vivo um misto de emoções, pouco descanso, e muita coisa para assimilar e gerir, o que não foi fácil. Cada pessoa tem a sua maneira de viver o luto. Não sou de julgar o luto de ninguém, até devido à minha profissão. Fui para a Nazaré por volta da hora de almoço do dia 1 de janeiro, porque percebi que as coisas estavam cada vez mais estranhas. Sabia que o dia 31 de dezembro era importante para o Maycon e que ele sempre desejou atuar nesse dia, por isso, achei estranho o silêncio. Há muitas pessoas que não têm noção, mas eu e o Maycon desenvolvemos uma relação forte do meio para o fim do programa e, cá fora, foi o homem com quem eu tive mais ligação", rematou.
