A SELFIE conversou com o casal de atores Mafalda Teixeira e Jorge Kapinha, que estão em cena com a peça de teatro "Despedida de Casados". Depois de esgotarem três sessões no Casino Estoril, vão estar dia 22 de fevereiro no Ateneu Artístico Vilafranquense, em Vila Franca de Xira, pelas 21h30.
Como é que surgiu o convite para esta peça?
Mafalda Teixeira (M.T.) - Nós somos pessoas muito proativas, que correm atrás dos seus sonhos, e, portanto, tivemos aqui um encontro com o Ricardo Castro, com a produtora da Caixa de Cena, e pensámos: é agora, vamos fazer uma comédia! Conseguimos falar com o Luís Filipe Borges, que fez um texto incrível, e assim aconteceu. Este projeto é um grande desafio profissional que estamos a abraçar a 200% e tem sido uma experiência incrível.
Em 2008 participaram numa peça de teatro e acabaram por se apaixonar. Agora, passados 17 anos, voltam a estar juntos em palco com "Despedida de Casados". O que podemos esperar desta vez? Um casamento? Ou vão aumentar a família? Há planos nesse sentido?
M.T. - Realmente, conhecemos-nos no teatro, apaixonámos-nos no teatro, continuámos a fazer muitas peças, assim como outros projetos também em televisão e em cinema. Portanto, a representação é algo que nos tem acompanhado ao longo de toda esta nossa relação. O que é que podemos esperar desta "Despedida de casados?" Não sei o que é que esta peça nos trará... mas que nos estamos a divertir muito e que estamos muito empenhados e muito concretizados a fazê-la é realmente um facto. E é uma peça que fala também muito sobre casamentos, relações, matrimónios. Não sei onde é que isto nos poderá levar...
Pisar o palco é, agora, ainda mais desafiante?
M.T. - Pisar o palco agora nesta "Despedida de Casados" é mais desafiante, porque somos só nós os dois. Nas outras experiências que tivemos em teatro, tínhamos um elenco. No "High School Musical", por exemplo, éramos uns 40... Agora, como só nós os dois, a responsabilidade é maior. Mas tem sido delicioso.
O que tem sido mais desafiante ao longo dos ensaios?
M.T. - Na realidade, por estarmos os dois, enquanto casal tem sido um trabalho até mais fácil, porque aproveitamos todos os bocadinhos para ensaiar. Ou seja, em casa, durante as férias, quando vamos deixar o Gabriel ou durante os treinos de futebol dele. Portanto, é uma vantagem estarmos os dois envolvidos nisto, porque aproveitamos todos os bocadinhos para podermos melhorar e ensaiar.
Por que é que os portugueses não podem perder esta comédia?
M.T. - Os portugueses e o mundo, de forma geral, porque, na realidade, nós já tivemos um casal dos Estados Unidos a ver um espetáculo nosso na Nazaré, o que foi incrível. A senhora, no final, só dizia: "It's amazing!" Mas acho que, de facto, não devem perder por vários motivos. Para já, porque é uma comédia maravilhosa e porque o texto é incrível. Temos sentido que realmente o público ri do início ao fim. É gargalhada atrás de gargalhada e é disso que o público português precisa: rir. Além disso, esta comédia transmite uma mensagem também muito importante. Fala sobre coisas com as quais todos os casais e todas as pessoas se vão identificar. Coisas que as pessoas já podem ter pensado, mas que, se calhar, nunca partilharam com a sua cara-metade. Portanto, acho que têm aqui vários motivos para irem ver esta peça. Há todo um conjunto de temáticas muito engraçadas e também muito interessantes.
Jorge Kapinha (J.K.) - Quem se tem divertido ao longo dos anos com os nossos vídeos, com os nossos TikToks, com os nossos reels, agora vai poder rir-se connosco e divertir-se connosco em cima do palco, ao vivo, a três dimensões e a cores, que é completamente diferente de nos ver através de um telemóvel ou nas novelas, na televisão. Portanto, isso é também um desafio muito giro e acho que, para as pessoas que nos conhecem e que seguem o nosso trabalho, é um complemento espetacular ver-nos agora em cima do palco, estar connosco e, no final do espetáculo, poder tirar uma fotografia connosco. No final do espetáculo, nós estamos sempre um bocadinho com o público. E uma coisa que eu digo já aqui à boca cheia é que ninguém sai desta peça sem se divertir imenso.
A peça conta a história da Leila e do Kiko: identificam-se, de alguma forma, com as personagens?
M.T. - A minha personagem é a Leila, uma advogada. Em que é que eu me identifico com esta Leila? Acho que me identifico com a determinação dela e por ser uma mulher também com muita iniciativa e que realmente também dá tudo pela família, dá tudo pela vida amorosa e não quer desistir deste casamento sem uma última experiência, neste caso, de levar o marido a fazer algo completamente inovador. Portanto, acho que, se calhar, são estas características que me aproximam um bocadinho desta Leila: nunca desistir, ir sempre à luta e fazer tudo para tentar salvar este casamento.
J.K. - Apesar de Kiko e Kapinha começarem por "K", por acaso, não temos muito em comum um com o outro, porque o Kiko é medroso.
M.T. - Há uma coisa que têm em comum... os músculos.
J.K. - Acho que a única coisa que temos em comum é que os dois acabamos por ser divertidos no dia-a-dia, na vida quotidiana. De resto, são pessoas completamente díspares. O Kiko é cheio de medos, de receios e de dúvidas sobre as coisas que vai fazer. O Kapinha não, atira-se muito mais para a frente, vai à maluca e abraça todos os seus projetos.
Embora seja uma comédia, a peça conta com alguns momentos de reflexão: que mensagem gostavam que o público levasse para casa?
M.T. - Acho que o teatro também é muito isto: passar uma mensagem para as pessoas poderem ter um momento de reflexão, levarem isso para casa e até partilharem com amigos, familiares e ficarem a pensar um bocadinho naquilo, levarem isso para o seu dia-a-dia e perceberem até que ponto é que sentiram algum impacto que poderá, eventualmente, fazer alguma mudança positiva. E a mensagem desta peça, essencialmente, é perceber até que ponto é que o amor prevalece. Depois de tantos anos numa relação em que um casal passa por tantas coisas, discussões, a rotina diária, a educação da filha, o trabalho, o stress... até que ponto é que realmente o amor prevalece e o amor é mais forte do que tudo isto. E será que salva casamentos ou não, não é?
Se tivessem de descrever o espetáculo numa frase, qual seria?
M.T. - Diria que é uma comédia hilariante sobre as peripécias de um casal, talvez. É isso.
Falando agora sobre a vossa já longa relação, como se mantém acesa a "chama"?
M.T. - Já é uma relação longa, de facto, 17 anos já é muito tempo, mas passou a voar. Não parecem 17 anos. E realmente o segredo, eu acho que, para já, é o amor. O amor fala mais alto. Este sentimento bonito que sentimos um pelo outro e que agora também partilhamos com o Gabriel, o nosso filho. Mas, enquanto relação e enquanto casal, o segredo é respeitarmos-nos mutuamente, confiarmos, sermos muito amigos um do outro. Falamos muito, falamos de tudo, partilhamos muita coisa, estamos sempre a falar. Acho que isso é muito importante, não guardarmos as coisas para nós. Acima de tudo, acho que uma coisa muito importante é também a questão da felicidade, de eu ser feliz com coisas com as quais o Kapinha é feliz, de proporcionarmos felicidade um ao outro, de eu saber o que é que ele gosta de fazer, se ele gosta de ir jogar futebol com os amigos, se eu gosto de ir jantar fora com as minhas amigas... Proporcionarmos esses momentos um ao outro é muito importante. Um erro que muitos casais cometem é serem egoístas e pensarem: "Não, tu não vais sair à noite com as tuas amigas porque, depois, eu tenho que ficar com os miúdos". Portanto, acho que é muito isto: o respeito, a união, a paixão, porque nós continuamos muito apaixonados e isso é muito importante. Nós mantermos a nossa chama acesa com surpresas que vamos fazendo um ao outro e, aqui entre nós, a questão da prática sexual com frequência também é muito importante, é fundamental em todos os casais. Portanto, é isso: continuarmos muito apaixonados e a amarmos muito, muito, muito.
O vosso filho, o Gabriel, também participa ativamente nos vossos conteúdos: quem é o mais criativo lá em casa?
M.T. - Criatividade nesta casa não falta. Às vezes, o Gabriel também traz algumas ideias, mas ele agora tem andado mais ocupado, porque começou o segundo ciclo, tem de estudar mais, portanto, só ao fim de semana é que temos um bocadinho mais de tempo para eventualmente criar alguma coisa em família, de resto tenho sido mais eu e o Kapinha a desenvolvermos os conteúdos. Mas somos realmente os três muito criativos e dinâmicos, porque, às vezes, não basta só ter as ideias, é necessário também pô-las em prática e parece que temos aqui todos uma energia que não acaba.
A Mafalda enfrentou recentemente um problema de saúde: está totalmente recuperada?
M.T. - Relativamente ao meu problema de saúde... foi um mioma no útero que foi descoberto há mais ou menos uns três anos, se não estou em erro. Felizmente, foi uma questão meramente preventiva. Graças aos meus hábitos saudáveis, não tinha sintomas nenhuns e foi crescendo esse mioma com alguns quistos também que eu tinha nos ovários e, entretanto, a minha médica ginecologista decidiu que o melhor seria mesmo retirar, porque ele estava a desenvolver-se e não queríamos estar a correr riscos. Nunca tinha sido operada na minha vida, portanto, inicialmente foi um pequeno susto, mas, depois, correu tudo bem e agora já estou completamente recuperada.
No caso do Kapinha: como foi a chegada dos 50? É realmente uma idade que traz reflexões profundas?
J.K. - Na realidade, a entrada aos 50 foi só mais um marco. O facto de ser meio século não teve assim nenhum impacto. Sinto-me com 30. Costuma dizer-se que os 40 são os novos 30... Eu acho que os 50 são os novos 30! Não sinto muito o peso da idade, pelo contrário, acho que sinto cada vez mais energia e vontade de fazer coisas novas e giras, e desafios, portanto, os 50 foram só mais um pretexto para juntar os amigos e fazer uma festa incrível, porque juntei num hotel as 50 pessoas que mais me marcaram durante estes 50 anos de vida e foi muito giro.
Recentemente, foram alvo de algumas críticas quando mostraram o Gabriel no hospital: como lidam com as críticas nas redes sociais?
J.K. - Em relação à história do vídeo do Gabriel... é o normal, é uma coisa que para nós é indiferente. Para já, eu não valorizo críticas destrutivas, isto é, críticas negativas destrutivas, quando uma pessoa vai dizer mal por dizer mal. Simplesmente, ignoro. Quando são críticas negativas construtivas, quando as pessoas dizem coisas que não são pela positiva mas que fazem algum sentido, podem fazer-me refletir sobre as situações. O vídeo do Gabriel mostrava os preparativos para um momento importante e nós partilhamos momentos importantes com os nossos seguidores. Só que, ao contrário de muita gente que só partilha coisas boas, nós gostamos de partilhar as coisas como partilhamos com a nossa família. Muitas vezes, até me dirijo aos meus seguidores como se fossem família. Acho que as pessoas, nos momentos menos bons, também gostam de acompanhar. Não mostrei nada de intimidade. Na realidade, eram os preparativos para o Gabriel fazer uma operação à apêndice. Ninguém estava à espera e, obviamente, aquele momento final em que eu estou um bocadinho mais emocionado tocou as pessoas. Quando tens um vídeo que é visto por mais de 15 milhões de pessoas é óbvio que vai aparecer sempre alguém que vai dizer coisas bonitas, outras menos bonitas ou o que for. Em conjunto, nós temos mais de 2 milhões e meio de seguidores, temos um vídeo viral que já ultrapassou as 260 milhões de visualizações, portanto, são números astronómicos que não dá para controlar, nem eu tenho tempo, felizmente, por um lado, de ver todos os comentários que fazem, portanto, a maior parte deles passam-me ao lado. O que é importante é nós fazermos aquilo em que acreditamos, convictos do que estamos a fazer, darmos bons exemplos e, obviamente, sermos uma referência positiva, nacional e internacionalmente.
É conhecida a veia de "filho-galinha" do Kapinha: continua a ser assim? E o Gabriel é "filho-galinha" com qual de vocês? E há "ciúmes"?
J.K. - Quanto ao "filho pintainho"... ui! Claro que continuo a ser, aliás, eu fiz questão que comprássemos uma casa por cima da minha mãe, portanto, continuo a viver ao pé da minha mãe, basta descer oito degraus e estou na casa dela. Acho que esse carinho, esse afeto e essa relação familiar forte que já existiu na minha geração e que foi criada pela minha extraordinária mãe... conseguimos passar os mesmos valores para o Gabriel, que, além de ser um excelente aluno, um menino incrível e super educado, é uma criança muito afetuosa, muito meiguinha, muito carinhosa e muito próxima dos primos. Tenho a certeza absoluta de que este efeito de clã que criámos na nossa família vai ter continuidade na geração do Gabriel.
Além do teatro, têm ainda os conteúdos que fazem juntos para as redes sociais… convosco aquela máxima de "não levar trabalho para casa" não faz qualquer sentido: como gerem esta dinâmica?
M.T. - De facto, levar trabalho para casa é uma constante na nossa relação. E não é só para casa! É para casa, é para as férias, é para o Natal, é para os momentos em família. Mas nós sabemos gerir isso muito bem também. Lá está, tem que haver organização e disciplina em tudo, porque, depois, é muita coisa: o teatro, os programas de televisão, os outros projetos que vão aparecendo nas outras áreas, um projeto que eu tenho de alimentação saudável para crianças... é o Kapinha que também é engenheiro e, no meio disto tudo, tem tempo para fazer estes conteúdos que, muitas das vezes, aparecem de forma genuína e nós pensamos: olha! Que ideia gira! Vamos gravar já! Mas, outras vezes, temos que tirar alguns dias da semana para nos dedicarmos a isso e faz parte do nosso trabalho também.
Com quem é que o Gabriel é mais parecido?
M.T. - Diria que ele é um misto dos dois. Em termos físicos, em termos de anatomia física, é muito idêntico ao Kapinha. Herdou os meus olhos... e há muitas pessoas que dizem que, à medida que ele vai crescendo, está a ficar com o rosto cada vez mais parecido com o meu, mas, depois, tem a personalidade dele e é realmente um miúdo muito meiguinho, muito sensível e nós ficamos muito felizes por isso. Acho que ele é realmente uma junção do melhor que nós temos.
Nesta fase das vossas vidas: guardam alguns arrependimentos? Algo que fariam de forma diferente?
J.K. - Não! Aliás, quer dizer, poucos. Não vou dizer nenhum, porque creio que, se me conseguisse lembrar de tudo aquilo pelo que passei nestes 50 anos vividos de uma forma tão intensa, possivelmente haveria uma ou outra coisa que pudesse fazer de maneira diferente, mas não é significativa ao ponto de me lembrar qual. Diria que fazia tudo mais ou menos igual, sem me desviar muito do rumo que fiz. Nunca pensei conseguir vingar no mundo artístico, porque é uma coisa difícil, principalmente na minha geração. Hoje em dia, qualquer um aparece na televisão a dizer o que quer que seja, mas, antigamente, estares na televisão, seres o "Senhor Televisão", como foi o Carlos Cruz, e, depois, o Jorge Gabriel eram coisas realmente muito impactantes e eu consegui isso nessa altura, portanto, faria tudo de novo, faria tudo igual.
M.T. - Acho que também não guardo arrependimentos. Tive momentos menos bons, que acho que também me ajudaram a ser a pessoa que sou, a ter uma personalidade forte, a ter esta iniciativa toda de ser uma lutadora, uma guerreira que vai atrás das coisas. Comecei a trabalhar muito cedo, aos 14 anos, mesmo por necessidade. Mas não vou dizer: coitadinha de mim! Acho que isso fortaleceu-me, deu-me ferramentas para eu, hoje em dia, ser a mulher que sou. Tirei o meu curso de Design Gráfico, apesar de não ter trabalhado nele, porque surgiu logo no meu primeiro ano de estágio a possibilidade de fazer os "Morangos Com Açúcar" e, depois, nunca mais consegui deixar este bichinho da representação, que é aquilo que mais amo fazer. Mas, lá está, se eu pudesse voltar atrás e ter esta experiência na área de representação mais cedo, em vez de começar aos 23 anos, já licenciada, tinha começado um bocadinho mais cedo. E acho que isso também podia ter desenvolvido aqui outras coisas que poderiam ter ajudado a melhorar bastante e a ter uma carreira um bocadinho mais completa.
Se pudessem voltar atrás no tempo, voltariam a que momento?
J.K. - Acho que os 25 anos são assim uma idade fixe. Já não és muito puto, já acabaste o teu curso superior, já estás no mundo do trabalho, já viveste coisas giras, estás com um quarto de século, é uma idade gira, redondinha. Como matemático e engenheiro que sou, era a idade a que escolhia para voltar, se pudesse voltar ou se pudesse ser imortal e ficar numa idade.
M.T. - Se pudesse voltar atrás no tempo, acho que voltaria aos meus 26, 27 anos. Foi uma fase muito feliz da minha vida, em que estava a experimentar muitas coisas novas, em que tinha acabado de fazer os "Morangos Com Açúcar", portanto, já tinha tido essa experiência em televisão e comecei a ter experiência no teatro, ainda por cima no teatro musical, onde conheci o Kapinha. Nessa altura, foram só novidades boas na minha vida e que me proporcionaram momentos incríveis.
O que gostariam de dizer à Mafalda e ao Kapinha da vossa juventude?
J.K. - Dizia: vai, meu puto! Faz o que sonhas, corre atrás dos teus sonhos e não te arrependas, aliás, arrepende-te só daquilo que não fizeste e não daquilo que poderás vir a fazer.
M.T. - A Mafalda e o Kapinha da juventude são aqueles que são hoje em dia, porque o que conta é o espírito, a idade é só um número, não é verdade? Aquilo que nós passamos muito ao Gabriel e mesmo à comunidade mais jovem que nos pede conselhos: sigam aquilo de que mais gostam, sigam os vossos sonhos, lutem para conseguirem alcançar os vossos objetivos, não fiquem à espera que as coisas caiam do céu. Acho que isso é fundamental, porque pessoas felizes a fazerem aquilo de que gostam é realmente um privilégio. Todos nós temos que pagar contas ao final do mês e somos quase obrigados a trabalhar, não é? Mas podermos ter a possibilidade de trabalharmos naquilo que amamos fazer é realmente maravilhoso nesta vida, portanto, devemos lutar por aquilo que queremos, pelos nossos sonhos e conseguirmos concretizá-los, por mais obstáculos que tenhamos que ultrapassar. Acho que esse é o lema.
São hoje as pessoas que imaginaram? Sentem-se realizados?
J.K. - Completamente! Extremamente realizado! E sei que ainda há muitos mais objetivos para virem aí pela frente para cumprir.
Que projetos ainda gostavam de concretizar neste ano?
J.K. - Gostava de levar a nossa "Despedida de Casados" ao maior número possível de pessoas, ao maior número de cidades, correr Portugal inteiro... e continuar a fazer isto que tanto adoro que é representar, não só na televisão como no teatro, e quiçá outros desafios... Já está um na gaveta, só preciso de um bocadinho de tempo para o pôr em prática, mas ainda não posso revelar de que se trata.
M.T. - Para este ano de 2025, o meu objetivo principal é andar com esta "Despedida de Casados" por todo o país e levar gargalhadas ao público português. Esse é realmente o meu principal objetivo. Também vou lançar um segundo livro associado ao meu projeto de alimentação saudável e sustentável infantil, juntamente com a associação portuguesa que luta contra a obesidade infantil. Em abril, farei o lançamento deste livro e a minha missão é, sem dúvida, poder ajudar as crianças e as famílias portuguesas a adotarem sugestões mais saudáveis para os seus snacks, neste caso específico, e evitarem ao máximo os produtos processados e os açúcares, e poder tentar reduzir um bocadinho os números de obesidade infantil que existem em Portugal e criar uma geração mais saudável.
Onde é que se imaginam daqui a 5/10 anos?
J.K. - Imagino-me feliz, imagino-me a realizar os sonhos do Gabriel, imagino-me ao lado da Mafalda a fazermos as viagens de que nós tanto gostamos, imagino-me ao pé da minha família, da minha mãe, das minhas irmãs, a continuar a fazer aquilo de que mais gosto e a fazer a coisa uma das coisas mais importantes que há na vida que é adormecer todos os dias com um sorriso nos lábios e acordar todos os dias com outro.
M.T. - Nós somos realmente pessoas muito ambiciosas e com muitas ideias. A nossa criatividade não pára, portanto, estamos sempre a querer desenvolver novos projetos. Esta oportunidade que estamos a ter agora com esta peça está a ser abraçada a 200%, não só enquanto atores protagonistas, mas também na parte da produção, na parte da promoção, em tudo! Estamos a aprender muito e vamos dar continuidade a isto. Gostava muito de fazer cinema, é um sonho realmente... Já participei em alguns projetos em cinema, mas gostava de fazer qualquer coisa com mais expressão. E também tenho um grande sonho de fazer ficção a nível internacional! Acho que é um desafio incrível poder fazer qualquer coisa em espanhol, brasileiro, inglês... Daqui a 5 ou 10 anos, gostava de concretizar estes sonhos, de continuar a manter esta união familiar e este amor incrível que vivemos nesta casa, de continuar a ter a possibilidade de viajar, porque nós adoramos viajar, e acho que realmente dar mundo ao nosso Gabriel e a nós próprios é maravilhoso, abrir horizontes e conhecer novas culturas e novas tradições é incrível. Gostava de continuar a fazer aquilo de que gosto para ter também a oportunidade de proporcionar estas viagens à família, que são realmente aquilo que levamos desta vida.
