Atitude de Ângelo Rodrigues provoca choque: "Uma falta de respeito pelos que o trataram"
Luís Osório não escondeu a surpresa com a forma como Ângelo Rodrigues se apresentou na primeira entrevista que concedeu desde que esteve em coma induzido, com uma pneumonia por aspiração.
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Dúlio Silva
- 5 fev 2025, 22:55
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Luís Osório dedicou recentemente o conhecido "Postal do Dia" a Ângelo Rodrigues, acabando por tecer duras críticas ao ator, nomeadamente à forma como este entrou no cenário onde concedeu a primeira entrevista desde que esteve internado no Hospital de São José, em Lisboa, em coma induzido, a lutar contra uma pneumonia por aspiração. A conversa foi tida com Salvador Martinha, no podcast "Ar Livre".
Começando por recordar que Ângelo Rodrigues "é um popular ator de novelas, um viajante" e que "gosta de trabalhar com crianças", Luís Osório disse, no Facebook, que o artista é "desejado pelas fãs e pelos fãs, bem pago por contratos para fazer mais papéis, mais apresentações, mais presenças em lugares onde chegava para ser visto".
"A sua vida tornou-se num passatempo para quem observa a vida dos outros - onde também me incluo. Seguimos o drama da sua dependência de drogas que disciplinavam os músculos do corpo, que os tornavam indomáveis, que o transformavam no homem que desejava ser – atlético, imparável objeto de desejo ou máquina perfeita, não sei. Escapou da morte por pouco. Escapou da amputação de uma perna por menos de um fio. E, quando regressou à vida, após uma longa convalescença, tornou a trabalhar, a viajar, a viver", prosseguiu o jornalista.
De seguida, Luís Osório aludiu às "últimas semanas", quando Ângelo Rodrigues "voltou a ser notícia": "Pela segunda vez, entrara em coma por ter, numa noite de loucura, aspirado o seu próprio vómito. Estava num hotel de Lisboa e as equipas médicas chegaram a tempo de evitar a sua morte. Foi noticiado que na origem do drama esteve o consumo de drogas, medicamentos e álcool. Ângelo Rodrigues ficou uns dias no hospital e mais uma vez os médicos conseguiram resgatá-lo."
"Nada do que escrevi me choca particularmente. Acredito que as pessoas podem e devem ter a liberdade para decidir ou deixar-se ir por um caminho que é o resultado de uma escolha consciente", sublinhou.
As críticas surgiram neste momento. "O que me choca foi o que Ângelo fez pouco tempo depois de sair do hospital. Vê-lo a entrar de maca num estúdio para ser entrevistado num podcast humorístico é surreal e mais pornográfico do que qualquer versão que tenha sido feita do clássico Garganta Funda. Uma falta de respeito pelos que o trataram – e por todos os que salvam os que insistem em se perder. Uma falta de respeito pelas pessoas que estavam genuinamente preocupadas, o seu público. Mas sobretudo uma falta de respeito por si próprio, uma feroz inconsciência ou amoralidade em relação às consequências daquela conversa com Salvador Martinha. Os miúdos que a viram, alguns cheios de vontade de arriscar ir para fora de pé, outros cheios de vontade de ser estrelas ou bad boys como ele... Esses miúdos que viram o podcast só podem ter ficado loucos de vontade de experimentar noites loucas como a daquele 'grande maluco'. Porque não haveriam de experimentar se tudo acaba em bem, se tudo acaba em grandes gargalhadas, se tudo acaba com brincadeira, gozo e mais estrelato?", questionou-se.
Luís Osório rematou, dizendo que "Ângelo Rodrigues pode ser tudo o que quiser". "O que não pode é ser um tipo que arrasta outros pela sua influência - entre o que fez e um tipo que vai bêbado para a estrada e arrasta para a morte quatro ou cinco inocentes, não há diferença nenhuma. Na verdade, até existe uma diferença. É que o Ângelo tem mais alcance do que um bêbado na estrada, a sua influência é infinitamente maior", refletiu.
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