Big Brother

"Big Brother". Luís Gonçalves revela destino dos 100 mil euros: "É o que está na minha mente"

Em entrevista exclusiva à SELFIE, Luís Gonçalves, o vencedor do "Big Brother 2025", abriu o coração.

Luís Gonçalves, o grande vencedor do "Big Brother 2025", já sabe qual será o destino do tão ambicionado prémio final. Depois de conquistar o público e levar para casa os 100 mil euros, o ex-concorrente abriu o coração e revelou, em exclusivo à SELFIE, qual é o grande objetivo que tem em mente.

Como tem sido o regresso à realidade depois de toda a exposição no programa?
Tem sido desafiante, no sentido em que acaba por ser tudo uma novidade, não é? Uma pessoa sai completamente do anonimato, torna-se conhecida... Isso trouxe-me outra visão das coisas, experiências que nunca tinha vivido. Vou muitas vezes na rua ou recebo mensagens de pessoas que gostam de mim enquanto pessoa. Já recebi mensagens de pessoas a dizer que as ajudei com a minha atitude e que, sem sequer saber, acabei por ter impacto na vida delas, especialmente em momentos difíceis. Sentiram alguma força na forma como eu me comportei dentro da casa. Acho que isso é mesmo gratificante. É engraçado ir na rua e as pessoas virem ter comigo. Não estava habituado a nada disto, como é natural. Agora, tudo isto é uma novidade e também um desafio. Porque, tal como há o lado bom, também existe o lado mau. Às vezes, há pessoas que não estão de bem com a vida e tentam descarregar aquilo que sentem em cima de nós. Mas tenho lidado bem com tudo isso. Também não sinto muito ódio, sinceramente. Tento descartar, porque não temos poder sobre as atitudes que os outros têm para connosco. Não nos devemos martirizar, sobretudo quando temos a consciência tranquila em relação às nossas atitudes e aos nossos atos. Não faz sentido deixarmo-nos ir abaixo por alguém que tenta deitar-nos abaixo gratuitamente, sem nunca lhe termos feito mal nenhum. Está a ser engraçado.

O que te surpreendeu mais desde que saíste do "Big Brother"?
Se calhar, tudo isto que está à volta de quando uma pessoa se torna conhecida. Este carinho que tenho sentido por parte das pessoas é algo surpreendente, algo que, como já disse, é verdadeiramente gratificante. Supera qualquer prémio que tenha ganhado, qualquer lugar que tenha alcançado no programa… supera tudo. Só o carinho das pessoas tem sido mesmo surpreendente. Tem sido algo muito bom, mesmo gratificante.

Como tens lidado com o carinho e com as críticas?
Com o carinho lidamos sempre bem. Quando nos tratam bem é fácil. O difícil é quando nos tratam mal, aí já não lidamos tão bem com isso. Mas o carinho tem sido mesmo muito bom. Sentires que as pessoas gostam de ti, que te respeitam... é ótimo! E eu também tenho esse lado de valorizar muito isso. Gosto mesmo e faço questão de demonstrar esse reconhecimento às pessoas que demonstram carinho. Sinto mesmo aquela vontade de agradecer. Por exemplo, quando sou abordado na rua, gosto de retribuir, seja com um abraço, um beijinho, um aperto de mão. Acho importante. Agora, em relação às críticas... Quando vejo coisas na Internet... grande parte ignoro. Não vou estar a dar crédito a pessoas que claramente só querem provocar uma reação. A minha reação, sendo uma pessoa conhecida, tem outro impacto, e acho que há quem queira mesmo tirar proveito disso para me prejudicar. Temos de ter discernimento mental para não nos deixarmos levar por essas provocações e não cairmos em bate-bocas que não valem a pena, especialmente quando é claro que são pessoas que só querem destruir ou deitar abaixo. Como costumo dizer, nós não temos poder sobre o que os outros fazem ou dizem. Não temos controlo sobre isso, por isso, o mais importante é levares a tua vida com a consciência tranquila. Acho que é mesmo isso que conta.

Manténs contacto com alguns ex-concorrentes?
Mantenho contacto com a Adrielle [Peixoto] e com o [Bruno] Savate, da minha edição. Não mantenho com os concorrentes que saíram mais cedo, porque acabámos por não ter muito contacto dentro da casa. A Adrielle, por exemplo, até não esteve muito tempo na casa, mas o tempo que esteve foi suficiente para criarmos ali uma ligação de amizade, para nos conhecermos minimamente e percebermos o que é que cada um era. Agora, com os restantes, não… Se os vir, claro que cumprimento, não guardo rancor de ninguém. Mas são pessoas com quem também não faço questão de me relacionar.

Depois do programa, houve alguém que te tenha surpreendido pela negativa ou pela positiva?
Houve alguns... Houve vários, até. Não vale a pena estar a dizer nomes, porque isso vai gerar reações e eu não quero dar ênfase nem palco, entre aspas, a pessoas com quem não me identifico. Acabaram todos por me surpreender de uma forma um bocado negativa, pela maneira de estar ou de ser. Muitas vezes, as pessoas concorrem a estes programas de televisão e, depois, se fazem alguma coisa menos boa, dizem que é jogo. Eu não acredito nisso. Para mim, isso faz parte do íntimo, daquilo que as pessoas realmente são. Eu não era capaz de ir para um jogo e estar a dizer que estou a jogar e a mentir, porque eu não sou mentiroso na minha vida. Nem era capaz de manipular uma situação só para deixar outra pessoa mal, só para o meu próprio proveito. Também não iria fazer isso. 

Quando saíste do "Big Brother" e viste vídeos teus de quando estavas no programa, o que sentiste?
É como se fosse um telespectador, eu gostava de ver aquilo que via lá dentro. Claro que havia situações de discussões mais acesas, mas isso também é o que acaba por acontecer cá fora. A diferença é que, ali dentro, as emoções são vividas a 200 ou 300%, está tudo muito à flor da pele, porque estamos fechados, confinados. Depois, há aquelas dinâmicas em que tens de dar a tua opinião sobre uma pessoa ou sobre as atitudes que ela tem. E, às vezes, as pessoas não gostam muito de ouvir ou que lhes digam aquilo que elas estão realmente a fazer. Era o que eu dizia: eu estou aqui, não estou a supor nada, estou a falar de coisas que realmente aconteceram. Por isso é que eu frisava muitas vezes lá na casa: "Isto são factos, não são suposições." Uma coisa é tu dares uma opinião, que até pode ser uma opinião negativa, mas que é baseada em factos. Agora, estar a dar uma opinião só por suposição, acho que não é muito correto. Tem de haver factos, situações que tenhas mesmo visto ou presenciado. Eu baseava-me, e baseio-me, sempre nisso na minha vida.

Há alguma coisa que de que te arrependas?
Sim, por exemplo, as discussões que tinha com o Nuno… Se calhar, não deixava as coisas chegarem àquele ponto, porque isso também não era bom. Na altura, lá dentro do programa, chegámos até a pedir desculpa às nossas famílias. Ele também tem uma filha que tem praticamente a idade da minha e que já percebe. Isso é especialmente importante para crianças, que não conseguem proteger-se a nível psicológico, como os adultos. Nós chegámos a pedir desculpa no confessionário. Se calhar, hoje, não tinha deixado as coisas chegarem ao ponto a que chegaram entre mim e o Nuno, aquelas expressões e o que dissemos um ao outro... Acho que é isso que, se calhar, se voltasse atrás, não faria. Agora, de resto, faria tudo igual.

E qual é o momento que tens mais orgulho em rever?
Tive situações lá dentro em que eu pensava de uma maneira e as outras pessoas expressavam de outra... mas eu conseguia pôr de parte os conflitos que tinha com essas pessoas e, se calhar, tive ali uma certa compaixão e empatia por essas mesmas pessoas, que, por vezes, estavam a ver se me mandavam ao tapete, entre aspas. E nunca quis vingar-me: "Tu fizeste isto e eu vou fazer-te aquilo." E orgulho-me de ter sido assim. Por exemplo, quando o Nuno se engasgou, eu fui lá ajudar e transmiti uma mensagem cá para fora: independentemente do que possa passar-se dentro da casa, se houver alguém que precise de mim, estou lá para ajudar. Sinto muito orgulho nisso. Tive outra situação, por exemplo, com o Manuel Rodrigues, que, depois de tudo o que fez, chegou ao fim e veio ter comigo e disse que estava a sentir-se sozinho, que não estava a sentir-se bem. Na noite anterior, ele já tinha estado a chorar e veio pedir-me se podia sentar-se ali ao pé de mim, no meu cantinho, onde eu estava sempre. O que eu lhe disse foi: "Estás a ver como é a vida? Já viste as voltas que a vida dá? Depois de tudo aquilo que fizeste comigo, de andares a provocar-me, agora, vens pedir ajuda porque estás a sentir-te sozinho. Já viste como isto muda tudo? Andaste a ver se me mandavas ao tapete e, agora, estás a pedir-me ajuda. Mas, pronto, se queres sentar-te aí porque te sentes mal, senta-te aí. Eu não vou sair daqui, mas também não te vou mandar embora."

A poucos dias da final, a tua relação com a Carina também tremeu. Já houve alguma conversa?
Não houve, nem acho que vá haver, porque eu fiquei a perceber o tipo de pessoa com quem estava a lidar, a certa altura, ali dentro da casa, naquela situação. As pessoas acabam sempre por revelar-se, mais cedo ou mais tarde. Eu sempre a protegi, tive ali um carinho por ela - nunca com o intuito de termos uma relação amorosa, mas foi algo sincero, como se fosse uma irmã ou uma filha que eu sentia que tinha que proteger. Tinha um sentimento de proteção para com ela, porque, apesar de ela ter os pais cá fora, eles não podiam fazer nada, porque ela estava lá dentro. Não me parece que ela me tenha dado muito valor... E, entretanto, ela escolheu o caminho que quis fazer. Foi aquilo que ela escolheu. E eu não me identifico minimamente, porque prezo muito valores como a lealdade. Seres leal para com uma pessoa que, em certos momentos da tua vida, ou, neste caso, ali dentro da casa, te ajudou, te levantou e não te deixou cair. Comecei a ver o inverso, só porque, se calhar, eu lhe dizia para agir de forma diferente e ela não gostava. Ela começou a inverter as coisas e a tentar, de certa maneira, prejudicar a minha pessoa. Quando ela saiu da gala, aquilo que eu lhe disse ao ouvido foi: "Está tudo tranquilo, não se passa nada. Não sinto rancor nenhum por ti." Agora, cada um segue o seu caminho, porque não vou estar a contar com uma pessoa que, às duas por três, vira as costas e, se for preciso, enterra-me. Não vou estar a relacionar-me com pessoas com quem não me identifico. Se a vir, cumprimento-a e pergunto se está tudo bem, mas não faço questão de a ter na minha vida.

E já te "caiu a ficha" depois de venceres o "Big Brother"?
Acho que ainda não me caiu a ficha, nem nunca vai cair. Acho que tento levar a minha vida normal, saio à rua, não me preocupo se estou com roupa de treino ou se as sapatilhas estão rotas, saio à vontade, não penso muito nisso. Mas claro que gosto de sentir o carinho das pessoas que vão ter comigo e gosto de estar ali a falar com elas. Por exemplo, no Algarve, estava a almoçar com o [Bruno] Savate, e as pessoas começaram a vir ter connosco, levantavam-se da mesa ou, conforme passavam por nós, vinham falar. E eu dei por mim a comer e a falar, descontraidamente, com as pessoas. Não tenho aquela cena de pensar: "Agora, sou conhecido."  Acho que ainda não me caiu a ficha e acho que nunca me vai cair nesse aspeto, porque vou continuar a ser a mesma pessoa: humilde, com os pés bem assentes na terra, e sem me deixar deslumbrar. Continuo a ser a mesma pessoa. A única diferença é que, agora, sou conhecido e as pessoas abordam-me, seja cara a cara ou pela Internet. Nas redes sociais, também sou eu que vou respondendo às pessoas, não tenho ninguém que o faça por mim por opção. Não conseguia ter alguém para tratar das minhas redes sociais ou para ir respondendo às pessoas, porque não estaria a ser eu. Acho que assim é mais real e verdadeiro o contacto com as pessoas.

O que sentiste no momento em que o Cláudio Ramos anunciou que eras o vencedor?
Foi um descarregar de emoções, ajoelhei-me... Apeteceu-me mesmo deitar no chão, estar ali a relaxar. Parecia que tinha uma carga em cima dos ombros, em cima de mim, aquele stress todo... E aquilo foi mesmo um descarregar de energias e uma sensação de missão cumprida. Sinto que a minha participação tocou o coração das pessoas. Há muitas pessoas que me dizem que acabei por ajudá-las. Para mim, foi um misto de emoções. Foi uma felicidade. Muita coisa junta.

Enquanto estavas no programa, em algum momento pensaste que ias vencer?
Vou ser sincero: nunca pensei no prémio, nem nunca pensei em vencer. Estava a encarar aquela experiência de uma forma tão intensa, tão a ser eu, que vivia o programa dia a dia, porque sabia que podia ter que sair. Nem gostava de entrar em conversas sobre votações ou de tentar adivinhar, porque ia parecer que estava a enaltecer-me e não queria isso. Dizia sempre: "Qualquer um de nós pode sair. Não vamos estar a falar sobre isso, não acho que faça sentido." Não me deixei deslumbrar. Agora, é claro que, quando os aviões passavam, ficava feliz, ficava contente, mas mantinha sempre a minha postura, continua a ser a mesma pessoa. Nunca pensei: "Ah, eu é que sou bom, eu é que vou ganhar isto!" Não, eu estava mesmo a viver o programa dia a dia. Não pensava no prémio, nem pensava se ia ganhar, porque sabia que, quer saísse antes do tempo, quer chegasse à final, seria de cabeça erguida.

E como têm sido as mensagens que recebes? Alguma em particular que te tenha emocionado?
Sim, sobretudo de pessoas que estavam a passar por fases complicadas na vida... Houve, por exemplo, uma senhora da Figueira da Foz com quem comecei a falar. Sim, eu, às vezes, ligo para as pessoas, de forma aleatória, e falo com elas por videochamada. As pessoas mandam-me uma mensagem e eu: "Olha, vou ligar para esta pessoa." Às vezes, as pessoas atendem e não querem acreditar que sou: "Ah, não acredito! É o Luís!" É muito engraçado, porque, depois, fico ali a falar um bocadinho com as pessoas. Tive, por exemplo, a oportunidade de falar com uma senhora que tinha perdido o pai há pouco tempo e para quem eu fui um grande apoio, acabei por lhe dar força através da minha atitude para ela não se deixar ir abaixo. É claro que ouvir isso da boca de uma pessoa mexeu comigo. Conversei também com um rapaz que tinha perdido uma perna num acidente de viação e que fez questão de ir à gala final para me dar um abraço. Tem sido fora de série ver a humildade das pessoas, ver que têm bom íntimo, boa energia. É gratificante saber que, enquanto estive dentro da casa, mesmo de forma involuntária, consegui ajudar pessoas cá fora. O carinho que sinto por parte das pessoas e estas situações que já vivi valem mais do que qualquer prémio. Se eu tivesse saído antes, estava mesmo felicíssimo. Não há dinheiro - nem há nada - que pague este carinho.

Tens sido muito assediado pelo público feminino?
Aquilo que eu fui lá dentro do programa, enquanto homem e enquanto ser humano, fez com que as pessoas se identificassem, tanto homens como mulheres. Se tenho mais fãs do sexo feminino... vou deixar isso à consideração das pessoas... Mas também tenho muitas pessoas do sexo masculino que se identificaram comigo. Tive malta da tropa, principalmente militares, a darem-me os parabéns, malta que está lá fora nas missões a mandar-me mensagem: "Dignificaste os militares, pela tua atitude."

E voltando à tua vitória, achas que foi bem recebida pelo público?
Acho que sim, pelo público em geral. Claro que há sempre pessoas que não se identificam com a maneira de ser ou de estar. Eu não tenho pessoas próximas que sejam mentirosas. Não me identifico com pessoas mentirosas nem com pessoas manipuladoras ou que tentam evidenciar-se para rebaixar os outros. Mas há pessoas de todo o tipo de índole. Há pessoas mentirosas, há pessoas maldosas, há pessoas boas, há pessoas que são corretas... E eu sinto que as pessoas que gostam de mim têm a mesma forma de pensar ou de agir que eu tenho. É como aquele ditado popular: "Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és." Além disso, existem pessoas que acabam por apoiar outras pessoas com quem não me identifico, mas está tudo bem com isso. Depois, é a consciência de cada um...

Se pudesses descrever o teu percurso no "Big Brother" numa palavra, qual seria?
Resiliência.

E o teu prémio já tem destino? Já pensaste em que é que vais investir?
Já pensei. O meu sonho era comprar um terreno e fazer uma casinha de madeira. É claro que uma casa não custa só 100 mil euros, mas, se calhar, já dá para dar uma entrada, já é uma ajuda. Se calhar, ainda não vai acontecer, mas era isso que eu gostava, é o que está na minha mente.

E tens acompanhado a "Big Brother Verão"?
Tenho acompanhado, mas não tenho acompanhado muito, para ser sincero, porque também já lá vi coisas que não me agradaram muito. E tenho andado sempre de um lado para o outro. Tenho feito muita coisa. E também tenho gerido as minhas redes sociais. Quando tenho tempo, é para a minha família, para a minha filha, para os meus amigos, para as pessoas que me acompanham. Às vezes, dou por mim agarrado ao telemóvel a responder às pessoas durante duas horas seguidas.

Ainda assim, o que achas do elenco e da dinâmica dentro do programa?
Acho que o que está a faltar é alguém que chegue e cobre certas situações que se têm passado, uma pessoa que seja mais reativa, porque acho que já se passaram ali coisas que não fazem grande sentido.

Se recebesses um convite para entrar, entravas?
Entrava! Estou sempre aberto a desafios.

Tens algum concorrente favorito dentro do programa?
Neste momento, não tenho nenhum concorrente favorito. Não há ninguém que eu diga que é o meu favorito. Tanto que não estou a apoiar ninguém.

Mas, se entrasses agora, achas que irias entrar em conflito com alguém?
Acho que ia bater de frente com várias pessoas... Afonso Leitão, Catarina Miranda... Acabaria por bater de frente com pessoas que dizem coisas um bocado fortes aos outros. Por exemplo, naquela situação em que o Bruno de Carvalho disse ao Afonso Leitão que a mãe dele devia ter abortado, eu teria intervido logo, não ia deixar passar aquilo. Mas o que aconteceu foi que ninguém se meteu, ninguém tentou parar aquilo. Parece que gostam. Aconteceu o mesmo na minha casa, muitas vezes. Eu sempre critiquei isso: "Vocês estão a gostar de ver este disparate que está aqui a acontecer?" Há muita gente a ver o programa, muitas crianças a verem as discussões que há lá dentro...

Com quem é que gostavas de estar num "Desafio Final", por exemplo?
Com o Miguel Vicente, por exemplo. Foi uma pessoa que já desistiu, foi para o programa... picar-miolos, mas eu também lhe dava cabo da mioleira. Também gostava de entrar com o [Bruno] Savate, mais naquela de fazer uma dupla porreira, com a Márcia [Soares], o Francisco Monteiro, a Catarina Miranda... a Renata Reis, a Inês Morais, que também é uma pessoa frontal, o João Ricardo... Acho que este elenco ia dar um programa forte se juntassem assim um leque de concorrentes que não deixam nada por dizer. E há mais!

Ficaste amigo de algum dos comentadores?
Sim, da Márcia [Soares], e do João Ricardo e do Francisco Monteiro, com quem ainda não tive a oportunidade de estar pessoalmente.

Também tentaram "arranjar-te" um romance com a Márcia...
Também, porque a Márcia me protegia muito. Ela tem aquela maneira de ser e de estar, não vai em cantigas. Depois, tirámos uma fotografia cá fora e ela foi jantar comigo, mas mais nada. A forma como ela me apoiou e como lidou, mesmo com a minha mãe cá fora, fez dela uma pessoa que eu também levo para a vida. De resto, não sei o destino, não sei o que vai acontecer na minha vida. Aliás, esta vida é tão imprevisível.

E da tua edição, quem é que gostavas que entrasse na casa contigo?
A Adrielle, mas, por mim, podiam entrar todos. Toda a gente podia entrar, não tenho problema nenhum de lidar outra vez com eles. Não há nenhum em particular que eu gostasse que entrasse comigo, até pelas situações que ocorreram, mas não tenho problema nenhum em estar numa casa com eles.

Hoje, o que dirias ao Luís da tua infância ou adolescência? 
Dizia que vai tudo correr bem. Diria que, no caminho que nós fazemos, de pequeninos até à fase adulta, irão aparecer algumas pedras pelo caminho, mas que podemos construir uma muralha com elas. Dizia que vai tudo correr bem, para ser sempre íntegro, para ajudar as pessoas quando elas precisarem de ajuda, sejam elas quem forem, e diria para ser feliz. A vida é uma passagem e, um dia, tudo acaba. Se alguém se lembrar de ti é porque foste um bom homem.

E és hoje o homem que imaginavas ser? 
Sim, acho que sim. Nunca pensei muito nisso, nem mesmo quando era mais novo. Acho que a nossa personalidade também se vai formando ao longo dos anos, com as suas vivências, etc. Mas acho que o teu íntimo, aquilo que tu és enquanto pessoa, independentemente de tudo o que possa acontecer, também já está dentro de ti. Já tive situações na minha vida em que não fui tratado da melhor maneira, mas não é por isso que vou tratar mal também as pessoas que possam vir a lidar comigo e que não têm culpa disso. Temos que fazer essa distinção: por uma pessoa ser mal-educada contigo na rua, não vais andar a ser mal-educado com todas as pessoas.

Olhando para trás, guardas algum arrependimento?
Arrependimentos, não… Acho que fui fazendo as coisas conforme as coisas foram acontecendo. Quando és mais novo, às vezes, fazes aqueles disparates normais da idade, mas não há nada de que me arrependa. Claro que, hoje, olhamos para trás e, se calhar, não fazíamos coisas que fizemos quando éramos adolescentes -aqueles disparates naturais da idade - mas isso é a maturidade que vais ganhando. Faz parte do crescimento enquanto ser humano.

E onde é que te imaginas daqui a 5 ou 10 anos?
Sinceramente, não penso nisso. Já andei tanto, já morei em tantos sítios... Como fui militar, tropa e GNR, já estive em vários sítios e nunca tive problemas em mudar. Nunca tive essa coisa de pensar onde é que vou estar daqui a 5 ou 10 anos. Não sei, sei lá. A vida é tão imprevisível. Não faço a mínima ideia. Neste momento, estou entre Lisboa e São Martinho do Porto, mas não sei onde é que a vida me vai levar e tento não pensar muito nisso. Tenho que me deixar levar por aquilo que sentir na altura ou viver na altura. Quando as pessoas dizem que, daqui a uns anos, querem estar aqui ou ali, isso até acaba por criar ansiedade. Eu levo a vida de uma forma mais descontraída, sem pensar muito nisso. A vida também já me ensinou muito... Hoje, acontece algo, amanhã, já acontece uma coisa completamente diferente e a vida muda, vai do 8 ao oitenta, ou do 80 ao 8, por isso, tento não pensar muito nisso. Vou vivendo a vida. Só isso.

E planos para o futuro?
Tenho algumas coisas em mente, mas também ainda não quero estar a falar muito sobre isso. Posso dizer que vou começar a dar treinos de personal trainer na rua. Depois, tenho mais uma ou duas coisas, mas, neste momento, ainda não quero estar a falar, porque ainda está tudo numa fase inicial, mas acho que vai ser engraçado aquilo que tenho em mente de fazer.

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