Madrasta que matou menina tem discurso impressionante em tribunal: "Ouvia vozes. Não era eu"
Perante um juiz de instrução criminal, Eulália, a principal suspeita do homicídio de Lara, chorou e disse que não tinha a intenção de matar a enteada.
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Dúlio Silva
- 19 jun, 17:25
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Antes de conhecer as medidas de coação, Eulália, que confessou ter matado a enteada, Lara, de apenas oito anos, foi sujeita a primeiro interrogatório judicial, durante o qual chorou.
Perante um juiz de instrução criminal, no Tribunal de Vila Pouca de Aguiar, a principal suspeita do crime de Valpaços "disse que precisava de ajuda". "Disse que nunca pediu mas que o Estado lhe falhou, que toda a gente lhe falhou, que não dormia, que ouvia vozes", relatou Tânia Laranjo, na CMTV.
Eulália terá também afirmado ser "vítima de violência doméstica" por parte do companheiro e pai de Lara.
De resto, a madrasta da vítima "disse que não queria matar a menina, que a intenção era ocultar a localização da menina por umas horas apenas para assustar o pai, que queria apenas chamar a atenção. Depois, disse que não sabe o que aconteceu", prosseguiu a jornalista.
"Não era eu que estava a matar a Lara. Tenho a consciência de que era uma inocente, que ela não merecia. Não sei porque o fiz. Nunca fui eu que fiz isto", terá dito Eulália.
Ao juiz, de acordo com a mesma profissional, a mulher alegou ainda que, "a determinado momento, a situação se descontrolou e que se arrependeu mal viu no chão" a enteada. "Entrei em pânico. Estava cheia de medo. Fugi do local. Não sei porque o fiz. Não era eu que estava a fazê-lo", terá ainda referido, num discurso aparentemente confuso.
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