A viver atualmente no Brasil, Katia Aveiro fala com emoção sobre a relação com a mãe, Dolores Aveiro, de 70 anos.
"Viver longe fez-me perceber que a qualidade é muito mais importante do que a quantidade. Somos muito próximas", começa por dizer Katia Aveiro, sublinhando que a distância só veio reforçar a importância da presença com qualidade na relação que tem com a mãe.
"Nesta fase da vida de ambas, digo que sou a lufada de ar fresco para ela, muitas vezes. Proponho-me a levar-lhe sorrisos e carinhos, a fazê-la rir, a fazê-la levantar-se do sofá, a fazê-la sentir-se amada por mim", frisa.
Com o passar dos anos, e depois de Dolores Aveiro ter sofrido um AVC (Acidente Vascular Cerebral), Katia Aveiro admite que a perceção da vida mudou. "Ela está mais frágil, envelheceu, teve o AVC... e isso faz-nos ver o que vale realmente a pena." E, por isso mesmo, o tempo que passam juntas é vivido com um propósito muito claro: "O meu plano é fazê-la rir muito e querer-me por perto."
Para Katia Aveiro, não se trata apenas de estar presente, mas de criar algo que perdure no tempo: "Os anos estão a passar, por isso, criar memórias boas e felizes com ela é o meu objetivo. É isso que tenho cumprido com mestria."
