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Júlio Isidro sobre morte de cantora famosa: "Tomou uma brutal dose de comprimidos ingeridos com álcool"

A propósito de uma efeméride, Júlio Isidro recordou uma morte que marcou o apresentador.

Júlio Isidro na Selfie

Júlio Isidro condecorado por Marcelo Rebelo de Sousa

Lançamento do livro "101 Histórias do Tio Julião para Fazer Oó", de Júlio Isidro

Júlio Isidro no "Conta-me Como És"

Júlio Isidro recorda peripécia com Teresa Guilherme

Foi a 11 de julho de 2001, há 24 anos, que o país acordou com a notícia da morte da famosa cantora Cândida Branca Flor.

A propósito desta efeméride, Júlio Isidro partilhou uma reflexão nas redes sociais a que deu o título: "O que esconde um sorriso."

"Era a imagem da alegria, o culto da saúde física, ginásio, elegância e muita energia. Soube da sua existência a cantar com a Banda do Casaco, no álbum 'Coisas do Arco da velha', a canção Romance de Branca Flor. E foi assim que a alentejana de Beringel, Cândida Soares, adoptou o nome artístico de Cândida Branca Flor", recordou o apresentador.

Depois de recordar que foi em 1976 que a cantora se estreou no programa 'Fungagá da Bicharada', que apresentava, Júlio Isidro confessou: "Foi minha convidada em inúmeros programas de televisão e de rádio e nunca adivinhei no seu olhar uma sombra de depressão ou apenas de tristeza."

"A vida é feita de 'Trocas e baldrocas' mas a nossa Jane Fonda não dava mostras de querer trocar a vida pela morte. Brindou e brilhou com o Carlos Paião no Festival de 84 com a canção 'Vinho do Porto' e os seus espectáculos eram momentos de alegria esfuziante. O que traria a nossa Flor, de espinhos na alma?", questionou o apresentador.

"A notícia caiu como um sismo no nosso meio. Cândida Branca Flor, no dia 11 de julho de 2001, tomou uma brutal dose de comprimidos ingeridos com álcool e ali ficou, prostrada, sozinha em casa. Que fantasmas viviam dentro dela? A estrela estava a perder o brilho? Os contratos eram mais raros? A solidão matava-a aos poucos no meio da multidão para a qual ainda sorria? Será que se matou para existir? Será que aquele gesto definitivo não era querer morrer, mas apenas desaparecer", continuou Júlio Isidro, antes de rematar: "Na minha memória fica a 'Borboleta' do Fungagá que voou para parte incerta. Passaram 24 anos, sem Branca Flor."

 

Caso esteja a sofrer de algum problema psicológico, tenha pensamentos autodestrutivos ou sinta necessidade de desabafar, deverá recorrer a um psiquiatra, psicólogo ou clínico geral, podendo, ainda, contactar uma das seguintes entidades:

- Conversa Amiga (entre as 15h e as 22h) - 808 237 327 (número gratuito) e 210 027 159

- SOS Voz Amiga (entre as 16h e as 24h) - 213 544 545

- Telefone da Amizade (entre as 16h e as 23h) – 228 323 535

- Telefone da Esperança (entre as 20h e as 23h) - 222 030 707

- SOS Estudante (entre as 20h e a 1h) - 239 484 020

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