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Rui Maria Pêgo fala sobre fim de segredo: "Verbalizei que era um homem gay em público"

Recorrendo ao Instagram, o radialista Rui Maria Pêgo deixou uma importante reflexão.

É uma tendência que está a dominar o Instagram: muitos internautas estão a viajar no tempo e a recordar "tesourinhos" de há dez anos, ou seja, de 2016.

Foi o caso de Rui Maria Pêgo. "2016 foi o ano que libertou a enxurrada de todas as minhas mudanças. Foi o ano em que enfrentei o medo e verbalizei que era um homem gay em público, transformando a minha vida, e libertando a vergonha e auto-repressão que tanto mal fazem a quem carrega um segredo. Foi o ano em que dezenas de pessoas queer morreram na discoteca Pulse em Orlando", começou por recordar.

"O ano em que forjámos e lançámos a segunda temporada do 'Filho da Mãe', com direito a musical, uma antecipação premonitória da Avenida Q, que entraria em fase de ensaios alguns meses depois", acrescentou, antes de recordar a aventura pelos Estados Unidos da América: "Foi o ano em que vivi quase três meses nos EUA, sonho maior que hoje parece um delírio febril. Morei em Nova Iorque e fui tão feliz que parecia high às 07:00 horas. Estudei teatro musical e percebi que o Ballet não é para fracos, nem para mim, mas aquela cidade, sim. Perdi-me no Burning Man, varrendo antes mais de 12 estados, munido de um Lonely Planet pesado, colado a amigos, de carro na route 66, de avião, de helicóptero, de bicicleta, cheio de peripécias, carburado a demasiado café, e a más escolhas em dates. Obrigado, Maria e Raquel, por me terem salvado de mim mesmo, e dos outros. Yikes."

De seguida, Rui Maria Pêgo reconheceu: "2016 foi um torpedo nas minhas convicções. Fez-me navegar lutos. De relações, de amizades, e do meu cão, o Bento, que morreu cedo demais numa manhã gelada de inverno. Há dez anos, também estava loiro. Saí do programa da tarde da Mega Hits, onde aprendi a comunicar como um adulto, e dediquei-me a tentar fazer teatro. Imagine-se. Fui à Argentina visitar a minha irmã Matilde, hoje mãe da Pilar. Ri-me muito, chorei mais, achei que ia morrer de tristeza e comecei a desenhar, sem grandes certezas, o caminho para o meu futuro."

"Se este ano for metade do que foi esse, por mais violento que tenha sido, todas as estruturas serão abaladas, e com isso faremos o parto de um novo mundo. Quero acreditar", completou, na legenda de algumas imagens que resumem esse ano de 2016.

Veja, agora, as imagens partilhadas por Rui Maria Pêgo nas galerias de fotografias que preparámos para si.

 

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