José Alberto Carvalho não cala a revolta: "O Estado tem uma certa tendência para se atrasar"
A fazer a cobertura dos incêndios que têm estado a devastar Portugal nos últimos dias, o jornalista José Alberto Carvalho não calou a revolta.
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Ana Albernaz
- 18 ago 2025, 15:30
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José Alberto Carvalho tem estado a fazer reportagem dos incêndios que têm estado a lavrar na zona centro de Portugal nos últimos dias e, na habitual rubrica "A fechar, uma boa notícia", o jornalista não conseguiu esconder a revolta.
"As pessoas que aqui resistem, as empresas que aqui investem, as pessoas que para aqui decidem vir viver, aceitam alguns dos riscos dessa opção. Elas sabem muito bem o que tem acontecido ao longo dos tempos", começa por relatar José Alberto Carvalho, em plena serra do Açor, antes de acusar: "O Estado não foi capaz de impedir a desertificação, de travar o abandono florestal e rural, de criar o tecido económico necessário para que as pessoas vivam e se prendam a estes sítios. Mas há quem o faça porque acredita que o interior tem de ter futuro. O mínimo que se espera do Estado é que reaja a tempo, com vigor e, sobretudo, atempadamente e com convicção, numa circunstância de crise, emergência ou catástrofe."
"A questão é que chamar apenas hoje o apoio do mecanismo europeu de proteção civil parece-me o mesmo do que chamar os bombeiros para apagar um fogo numa floresta cujo proprietário não a limpou quando devia. E o mais triste é que isto parece confirmar que o Estado tem uma certa tendência para se atrasar no que diz respeito às respostas que o interior precisa", acrescentou José Alberto Carvalho.
"E se é assim durante uma crise, uma emergência, porque não terá de ser assim o resto do ano ou o resto dos anos?", questionou o jornalista, antes de rematar: "A boa notícia é que, para o ano, a Serra do Açor não vai arder."
Veja, agora, o vídeo com as declarações de José Alberto Carvalho.
