Ano após ano, João Montez faz questão de marcar presença naquele que já se tornou "o" ponto de encontro da magia natalícia na cidade.
"O Wonderland Lisboa já faz parte do meu Natal. É quase como montar a árvore", confessa o apresentador à SELFIE.
Para João Montez, este é um daqueles rituais que não só resistem ao tempo, como ganham novos significados; "Gosto da ideia de haver um sítio na cidade onde o Natal acontece 'a sério', onde o tempo abranda e conseguimos aproveitar, com família e amigos, este espírito que só se vive nesta altura."
E este ano não é exceção, até porque, agora, o apresentador vive o Wonderland Lisboa de forma diferente: "Antes ia ao Wonderland, agora entro no Wonderland, com tudo o que isso implica (de bom!)."
Com a chegada da filha, Malu, a experiência tornou-se ainda mais intensa e especial: "Vejo tudo com outros olhos… talvez até através dos olhos dela. A Malu já percebe perfeitamente o que é o Natal e já pede para ir ao Wonderland Lisboa. Para ela, aquilo é quase um mundo mágico onde tudo faz sentido."
A roda gigante, as luzes, a música, os cheiros da época... tudo contribui para que os momentos passados em família no Parque Eduardo VII fiquem gravados na memória: "A vista mais bonita sobre a Avenida da Liberdade (e Lisboa, vá!) só é possível se subirmos à roda gigante. Fi-lo com a minha filha o ano passado… memorável!"
E por falar em tradições de Natal, João Montez assume, sem hesitar, que a Lotaria Clássica é outra das tradições da família.
"Tenho o hábito de comprar e oferecer Lotaria, muito fomentado pelo meu pai desde sempre", recorda o apresentador, para quem este gesto tem um valor emocional: "Gosto de comprar para oferecer, quase como um gesto simbólico. No fundo, é mais o ritual do que a expetativa."
Este ano, diz-nos a rir, que ainda não comprou, mas admite que há números que costuma procurar: datas importantes, repetições familiares, aquela lógica "pouco científica mas muito portuguesa", como descreve.
E há uma ideia que sublinha com clareza: a sorte, quando vivida de forma responsável, combina na perfeição com o espírito natalício: "O Natal é esperança e partilha. E a sorte, pensada de forma consciente, liga-se muito a isso, à ideia de acreditar que algo bom pode acontecer. Acho que os Jogos Santa Casa conseguem fazer essa ponte de uma forma muito equilibrada: sem excessos, sem fantasias irreais, mas com essa componente simbólica de sonho. No fundo, é lembrar-nos que a sorte também passa por fazermos escolhas conscientes e por partilharmos. E isso tem tudo a ver com o espírito natalício."
Mas... e se ganhasse o grande prémio? A resposta surge com a serenidade de quem sabe o que realmente importa: "Considero-me uma pessoa com muita sorte, mas daquela sorte que se constrói. Tenho saúde, tenho uma família incrível, faço o que gosto. Isso já é ganhar muito."
Ainda assim, se fosse o feliz contemplado da Lotaria de Natal, João Montez já teria planos: "Respirava fundo, garantia tranquilidade à minha família, ajudava quem me é próximo… e comprava aquilo que é quase impossível de comprar: tempo. Tempo para estar, viver, não andar sempre a correr."
Entre luzes, brincadeiras com a Malu e aquela emoção que só o Natal traz, João Montez sintetiza o espírito desta época: "A verdadeira sorte está quase sempre nas coisas simples."
