Entrevistas

Vitor Kley fala sobre a morte do pai: "Respirei e tentei seguir em frente"

Joana Freitas Araújo entrevistou para a SELFIE o cantor Vitor Kley.

Relações públicas - "Dois às 10" e "Em Família"
  • 12 mai 2025, 14:24

Estive à conversa com Vitor Kley, que atuou em Portugal no passado sábado, dia 10, em Salvaterra de Magos. Durante a conversa, o cantor falou sobre a morte do pai, que aconteceu há cerca de um mês.

Nos dias de hoje, com a experiência de vida já adquirida, há alguma letra que cantaria de forma diferente?
Nunca parei para pensar nisso, é a primeira vez que me fazem esta pergunta. Mas creio que não! Acho que tem muito valor o que já foi feito. São histórias que foram vividas e acho bonito cantar da forma que a história foi vivida naquele presente.

Qual foi o maior presente que a música lhe deu até hoje?
Além do amor dos fãs, obviamente, acho que foi poder conhecer o mundo, novas pessoas, novos lugares, novos países, novas culturas. Isso é muito bom. Poder viajar através da música é um privilégio.

Transmite doçura e amor a quem olha para si, mas todos temos momentos menos bons. Como encara esses dias?
Temos de ir buscar uma força interior, espiritual e respirar. A respiração é muito importante. Quando as coisas tendem a ficar mais desafiadoras, eu tento respirar fundo e tento focar-me no que posso fazer para solucionar o problema. Às vezes, isso leva o seu tempo. Há pouco tempo, passei por uma situação delicada aqui em casa [referindo-se à morte do pai]. Enfim, era o que tinha de ser... respirei e tentei seguir em frente. Encarar o melhor, porque a vida continua. Quando me entristeço, porque a vida passa, lembro-me daquilo que vai nascer. Esta é uma frase de uma música de um amigo meu e penso sempre nisso. Quando estou triste, lembro-me que há muita coisa nova a chegar, pessoas para conhecer, coisas novas para fazer. Então, vamos para a frente. Mas não é fácil. É um exercício diário.

Fale-nos sobre o seu novo tema "Carta Marcada".
É um single do álbum "As Pequenas Grandes Coisas", o meu novo álbum. É uma música divertida, quase como se fosse uma novela [risos]. Quando canto esta música, as pessoas conseguem visionar a imagem, a novela. Gosto muito do balanço da música e traz uma sonoridade diferente, que as pessoas ainda não me viram a explorar tanto. Acho muito bom trazer novidades para os fãs. Este novo álbum é muito especial, porque eu faço parte da produção do mesmo. Eu e mais quatro produtores. É um álbum que surge depois de eu ter estado dez anos numa produtora e, agora, assino como artista independente. Estou muito feliz com a nova etapa da minha vida.

Oiça, agora, a nova música de Vitor Kley!

Joana Freitas Araújo
Relações públicas - "Dois às 10" e "Em Família"

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