Estive à conversa com os elementos da conceituada banda brasileira Sorriso Maroto, que vão atuar em Portugal já no próximo dia 13, no Estádio do Olivais e Moscavide, em Lisboa.
São um dos poucos grupos que mantém a formação original desde o início. Qual é o segredo dessa união ao longo de quase três décadas?
O fator amor pelo Sorriso Maroto, o respeito entre nós e, principalmente, o facto de entendermos o nosso papel dentro da banda. Esses são pontos importantes para mantermos os nossos pés no chão e a harmonia no trabalho.
Como aprenderam a respeitar o espaço e a personalidade de cada um?
Já temos a chave e a senha de cada um [risos]. Com esse tempo juntos conseguimos conhecer-nos bem uns ao outros. Isso facilita tudo, é a base de todo o processo da convivência.
O vosso publico atravessa várias gerações. Qual é a sensação de ver filhos e pais a cantar as vossas canções?
Isso é fascinante. Percebemos que é quase um ensinamento de pais para os filhos e isso enche-nos de orgulho. Fazer uma música que faz parte da escolha musical de uma família é muito especial para nós.
Já gravaram no estúdo Abbey Road, um lugar mítico da música mundial. Relembro o público que passaram por lá artistas como os The Beatles, Pink Floyd, Freddie Mercury, Red Hot Chili Peppers e Michael Jackson. O que sentiram ao entrar num local que guarda tanta história?
Sentimo-nos privilegiados em colocar a música do Fundo de Quintal imortalizada nas paredes de um dos estúdios mais importantes da música no mundo. O Sorriso Maroto só conseguiu chegar lá porque com tinha o Fundo de Quintal endossando essa aventura.
Nesta tour, vão passar por estádios e, até, por um navio. O que trazem de diferente nesta?
Geralmente, as tours que fazemos são sobre os álbuns recentes, com uma dose de clássicos atemporais. A tour 'As Antigas' não. Vai de 1999 a 2016, como o próprio nome já explica. Esta tour é como uma máquina do tempo da nossa história musical, o que a torna diferente.
Sendo a última tour deste ciclo, sentiram a necessidade de preparar algo especial? O que podemos esperar dessa despedida tão grandiosa?
O fator emoção. Faz toda diferença! Cada espetáculo é o último em cada cidade, país… Em dezembro, a tour terminará. O coração está apertado, e quando mais apertado fica, mais emotivos estaremos.
