Estive à conversa com Rogério Flausino, vocalista da conceituada banda brasileira Jota Quest, que atuou, na passada sexta-feira, dia 18, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
A vossa música faz parte da banda sonora da vida de muitas pessoas. Qual das vossas músicas vos marcou mais?
Todas juntas, na verdade, formam esta história, a nossa história. São quase 30 anos de banda, de história discográfica. Muitas canções marcaram a nossa trajetória. Claro que as mais antigas nos remetem para as lembranças do início de tudo. Depois, as coisas foram acontecendo na vida e fomos escrevendo sobre essas mesmas coisas. É muito difícil escolher uma. Tenho gostado de falar sobre a canção 'Dias Melhores'. Na Pandemia da Covid-19, esta música ganhou um novo significado na vida de muitas de pessoas e das nossas também. É uma música que fala sobre esperança. Tenho esse carinho especial por ela. Mas são muitas músicas e muitas emoções!
O que é que o sucesso nunca vos tirou?
O sucesso é o resultado de um bom trabalho. Já tivemos momentos de maior sucesso, momentos de menor sucesso e já fomos, inclusivamente, surpreendidos diversas vezes durante esta caminhada. Por estarmos cá até hoje, os cinco, os mesmo cinco do começo, acho que o sucesso nunca nos tirou essa vontade, essa garra de continuar este trabalho que está a ser feito há 30 anos, mesmo com altos e baixos, mesmo com as discordâncias que podem, por vezes, existir. Discutimos sempre como uma banda deve ser, unida e cordial.
O que gostariam que o público nunca esquecesse do legado dos Jota Quest?
Quando já não estivemos aqui, as canções vão continuar, então, que continuem a ouvi-las. Que possam ser passadas de pais para os filhos, de geração em geração. Aliás, quando lançamos as músicas, elas não são mais só nossas. Que não se esqueçam que é possível concretizarmos os nossos sonhos. Nos sonhámos muito com isto e continuamos a sonhar acordados.
