Estive à conversa com Valdjiu, dos Blasted Mechanism, que vão atuar na noite deste sábado, dia 12, na Sala Tejo, da MEO Arena, naquele que é um dos concertos comemorativos dos 30 anos da banda.
Qual foi o momento mais transformador da vossa carreira?
Foi, definitivamente, a altura em que decidimos incorporar toda a componente cénica no nosso espetáculo. Acho que isso nos transportou para um universo de possibilidades onde a criatividade, de repente, começou a expandir-se cada vez mais para aquilo que somos hoje.
Se tivessem de condensar os 30 anos de Blasted Mechanism numa performance de 5 minutos, o que jamais poderia faltar?
Definitivamente, não poderia faltar o público. O público tem sido uma componente essencial, uma componente bastante importante ao longo destes anos. Nós, do palco, vemos o público a fazer o concerto e o mesmo acontece ao contrário. Há uma relação de reciprocidade muito interessante. É mágico.
Qual é o legado que querem deixar? O que gostariam que as próximas gerações captassem da vossa mensagem?
A ideia de que é possível fazermos aquilo que amamos e que é possível, também, ultrapassar barreiras que, muitas vezes, nos impedem de sermos autênticos. Que é possível concretizarmos sonhos que, muitas vezes, parecem estar tão longe das nossas possibilidades. Os Blasted sempre foram uma forma de nos expressarmos. Talvez, essa força seja um convite para que as gerações futuras possam sempre encontrar formas de expressar a sua criatividade sem medo.
