Além do sucesso em Portugal, sendo a novela mais vista pelo público, "Cacau" tem-se revelado um verdadeiro fenómeno além-fronteiras.
"'Cacau' já está vendida para dezenas de países e só se estreou em janeiro", conta a autora da novela da TVI, Maria João Costa, em declarações exclusivas à SELFIE.
A trama tem vindo a ser exportada para diferentes mercados televisivos, o que "revela que é apetitosa, revela que tem qualidades, revela que estamos a produzir melhor, revela que estamos a produzir de uma forma que chega a mais pessoas e que interessa a mais mercados e também revela que estamos mais competitivos", opina a argumentista.
Questionada sobre se, no momento em que constrói uma novela, o faz pensando na possibilidade de internacionalizar o projeto, Maria João Costa é pragmática: "Não podemos esquecer que o nosso mercado primário é o português, porque nós, antes de mais, temos que agradar ao público português. Então, como nós trabalhamos para o mercado aberto, temos sempre esse constrangimento. Estamos a escrever com o olho nisso, mas temos sempre primeiro de pensar que temos o nosso público. Eu trabalho para a TVI. Tenho de fazer números para dar números à TVI, então, não posso pôr a minha vaidade pessoal à frente do que é o objetivo de quem me contrata. O interesse deles tem de estar à frente do meu e da minha vaidade. Antes de mais, tenho de tentar fazer um projeto que se adeque às características do canal e aos telespectadores que assistem à TVI, para termos um público feliz que vai ver o canal todos os dias. Esse é o primeiro ponto. Agora, a forma que acho que eu e os outros autores temos de tentar compensar essa limitação é justamente tentarmos criar histórias que têm uma matriz universal. A história de 'Ouro Verde' tinha uma matriz universal, como a história de 'Cacau' tem uma matriz universal, por exemplo."
A autora de "Ouro Verde", "Valor da Vida" e "Cacau" acrescenta: "Acho que ser uma história universal é o que faz a história viajar. No caso de 'Cacau', é uma história universal, porque esta história, no fundo, é uma história de sucessão, de poder, de ganância, de dinheiro... São histórias universais, que acontecem desde sempre em todo o mundo. Desse ponto de vista, não é uma história portuguesa, nem é uma história brasileira. É uma história que acontece em todos os estratos sociais."
