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Agresssão brutal de ex-atleta a namorada choca tudo e todos: "Sessenta e um socos em menos de um minuto"

Igor Cabral espancou a namorada com mais de 60 socos, dentro de um elevador, após uma crise de ciúmes.

Igor Cabral espanca a namorada em elevador
Igor Cabral espanca a namorada em elevador

É o tema da semana no Brasil e está a chocar tudo e todos: Igor Cabral, ex-jogador de basquetebol, foi preso por agredir a namorada com mais de 60 socos dentro de um elevador de um condomínio na Zona Sul de Natal, noticia a CNN Brasil.

As imagens de videovigilância do elevador mostram a violência da agressão que provocou reações de indignação de todos os quadrantes, com muitos a alertarem para o escalar dos casos de feminicídio em todo o mundo.

A mulher espancada está internada com lesões graves e já foi submetida a cirurgias para restauração de ossos do rosto. O objetivo da cirurgia é "restaurar a forma e a função do rosto" da vítima, segundo o Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), responsável pela operação. 

Também em Portugal o caso teve repercussão e um dos que não calaram a revolta foi o escritor Pedro Chagas Freitas que usou o Instagram para se manifestar.

"Sessenta e um socos em menos de um minuto. Conto-os na cabeça. Tento que doa menos, tento transformá-los em algo mais do que a mais pura injustiça, a mais indesculpável das maldades. Não consigo", começa por confessar o escritor.

"Sessenta e um socos. Ela sobreviveu. Outras não sobreviveram. É o que se repete em prédios, carros, quartos, cozinhas. Um país inteiro transformado numa sucessão de elevadores sem janelas. Nas caixas de comentários, o tribunal do costume: alguma coisa ela fez, de certeza que o provocou. A maneira mais fácil de fazer o mal é encontrar-lhe uma desculpa. O mal adora justificações, gosta que lhe passem a mão na cabeça enquanto faz escorrer sangue", continuou Pedro Chagas Freitas, considerando: "Penso na mulher, na solidão dela naquele quadrado metálico. A solidão maior vem depois. Quando sai dali e lê as frases que explicam porque é que sessenta e um socos são compreensíveis."

"Sessenta e um socos. Se cada um fosse uma palavra, seria um texto inteiro a dizer-lhe: tu não vales nada. Estamos a normalizar mulheres a viverem num corpo que se tornou num alvo. Tenho tanto medo de que este horror comece a parecer natural. Sessenta e um socos. Esta violência não é um acidente; é um sistema. E o sistema somos nós", rematou, indignado, o escritor.

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