CARNEIRO - O Diabo
A liberdade não está em escolher bem, mas em escolher consciente. - Deepak Chopra
O Diabo não é o monstro escondido debaixo da cama, mas sim aquela parte de nós que gosta de atalhos, tentações rápidas e de acreditar que controlo é poder. É a lâmina que nos lembra que, muitas vezes, ficamos presos em correntes invisíveis que nós próprios colocamos. Olhe que sim! ;)
Quantas vezes já dissemos não consigo largar isto quando, no fundo, poderíamos se quiséssemos? Esta fase, pede-lhe que observe essas correntes com coragem: são realmente inquebráveis ou está apenas a dar-lhes mais importância do que merecem?
É impossível não trazer para este contexto o momento que vivemos em Portugal, depois do verão ardente e da tragédia em Lisboa. O Diabo, nesse reflexo coletivo, mostra como estruturas frágeis ou escolhas negligentes podem ter consequências dolorosas. Mas atenção: a lição aqui não é medo, é consciência. Quantas vezes, também na nossa vida pessoal, adiamos escolhas ou fingimos que algo está seguro… até partir o cabo? Talvez seja o momento de se perguntar: o que é que na sua vida está a precisar de revisão imediata, antes que rebente?
Conta-se num ensinamento zen que um monge foi desafiado a libertar-se de uma corda grossa que o prendia. Lutou, soou, quase desistiu. No fim, percebeu que o nó estava apenas encostado, e não atado. Bastava empurrar. Quantas vezes não fazemos o mesmo? Esta semana, o convite é simples: veja bem se as correntes que acredita que a/o prendem não são apenas ilusões.
Afirmação: Eu liberto-me das correntes invisíveis e escolho viver com consciência e autenticidade.
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TOURO - 8 de Copas
A coragem não é seguir em frente sem medo, é seguir em frente apesar dele. - Brené Brown
O 8 de Copas é aquela lâmina que nos fala de despedidas necessárias. É quando olhamos para trás e percebemos que algo que já nos deu alegria, colo, aconchego, deixou de dar, deixou de acrescentar, e o mais difícil é aceitar que está na hora de ir. Mas sabe o que é curioso? Muitas vezes não é o apego à coisa em si que nos prende, é o medo do vazio que vem a seguir. Demasiadas vezes preferimos ficar numa zona cinzenta em vez de arriscar uma nova paleta de cores?
Depois de um agosto tão quente e das perdas coletivas que o país viveu, esta lâmina ganha ainda mais peso: lembra-nos que há ciclos que terminam, muitas vezes sem o nosso consentimento, e cabe-nos aprender a caminhar mesmo de coração apertado. O desafio está em não ver o fim como castigo, mas como uma transição. A vida não nos pede para esquecermos o que partiu, pede-nos para honrar o que foi bom e, ao mesmo tempo, abrir espaço ao que vem.
Conta-se numa parábola budista que um mestre segurava um copo cheio de água turva. Quando um discípulo lhe pediu para beber, ele respondeu: Se esperares, a terra vai assentar e a água ficará clara.
O 8 de Copas é isso: a coragem de esperar e seguir, mesmo sem ver com nitidez o caminho. Isso é que é coragem. Porque só quando largamos o que já não serve é que a clareza vem.
Afirmação: Eu aceito os ciclos da vida com coragem e caminho em direção a novas possibilidades.
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GÉMEOS - 3 de Espadas
As cicatrizes lembram-nos onde estivemos, mas não têm de ditar para onde vamos. - David Rossi
O 3 de Espadas é aquela lâmina que ninguém gosta de receber, porque fala de mágoas, de desilusões, de momentos em que o coração parece que não cabe no peito. Mas, como sempre, o Tarot não é um aviso para ficarmos no drama: é um convite à lucidez. Esta lâmina pede que enfrentemos qualquer que seja a desilusão sem querer dourar a pílula, sem fugas para distracções superficiais. Dói? Dói. Mas também liberta. Afinal, quantas vezes só damos o salto depois de o chão se ter partido? Sempre.
Numa semana em que ainda ecoam as tragédias recentes no nosso país, este arcano vem lembrar que a dor coletiva também nos toca e que, muitas vezes, a única resposta possível é a empatia. Que nunca nos falte. É mais fácil fecharmo-nos, erguer muralhas e dizer isto não nos afeta, mas a verdade é que somos todos feitos da mesma fragilidade. O convite é simples e exigente: transformar a tristeza em ligação, deixar que ela nos torne mais humanos, não mais cínicos.
Diz um conto zen que um discípulo perguntava sempre ao mestre como lidar com a dor. Um dia, o mestre encheu um copo de sal e deu-lho a beber: É amargo, não é? Depois levou o discípulo a um lago, deitou lá o mesmo punhado de sal e disse: Bebe agora. A água era doce. O mestre sorriu: A dor é como o sal. Não muda. O que muda é onde a colocas. Talvez esta semana seja altura de aumentar o lago , abrir o coração, dar espaço à vida, permitir que a dor se dilua.
Afirmação: Eu transformo a dor em sabedoria e deixo que o coração se expanda em vez de endurecer.
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CARANGUEJO - Rainha de Espadas
Clareza é poder. - Tony Robbins
A Rainha de Espadas, provavelmente uma ex rainha de copas - não tem papas na língua nem véus nos olhos: ela corta, com precisão e inteligência, tudo o que não faz sentido. Para si, Perséfone e Peter Pan, isto pode soar estranho, porque o coração normalmente fala mais alto, mas esta semana a vida pede-lhe pragmatismo. Talvez seja tempo de usar menos a emoção e mais a razão, mesmo que isso pareça frio. Dizer a verdade pode magoar no momento, mas liberta a longo prazo.
Estamos a viver um período de luto coletivo e de reflexão, e esta Rainha pede precisamente lucidez. Sejamos claros: não é possível evitar todas as tragédias, mas é possível aprender com elas. E essa aprendizagem requer coragem de olhar de frente para os erros, crimes, para os sistemas que falham, para os detalhes que negligenciamos. A Rainha de Espadas não aceita auto-ilusão, pede que deixemos de varrer as coisas para debaixo do tapete. O monte já é grandinho.
Conta-se que Buda disse um dia: Há três coisas que não se podem esconder por muito tempo, o sol, a lua e a verdade.
Esta semana, deixe que a Rainha de Espadas seja esse raio de verdade na sua vida. Corte laços que já não têm propósito, diga a si mesma/o o que anda a evitar, e confie que, no fim, a verdade, por mais dura que seja, liberta sempre.
Afirmação: Eu escolho a clareza e a verdade como guias para a minha vida.
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LEÃO - O Julgamento
A maior prisão em que as pessoas vivem é o medo do que os outros vão pensar. - David Icke
O Julgamento surge como um grande despertador cósmico: toca alto, vibra forte e diz-lhe que é tempo de acordar para algo maior. Esta lâmina não fala de pequenas decisões do dia a dia, mas de escolhas que redefinem rumos. Ah, pois é! E aqui está o desafio: ouvir a voz interior em vez da multidão lá fora. Quantas vezes já adiou um passo porque alguém poderia criticar? Pois, essa prisão invisível pode estar a limitá-la/o mais do que imagina.
Vivemos num país que chora tragédias recentes, mas O Julgamento lembra-nos que cada crise é também um convite a rever prioridades. O que é que realmente importa? O que tem valor e o que é só ruído? É como se a vida desse uma segunda oportunidade, mas para aproveitá-la, temos de nos despir de culpas, mágoas ou máscaras. E, convenhamos, nada é mais libertador do que assumir quem somos sem pedir desculpa por isso.
Há uma parábola zen em que um discípulo pergunta ao mestre: O que é o renascimento? E o mestre responde: É quando decides hoje não repetir o erro de ontem. Eis o convite desta semana: desperte, assuma a sua verdade e siga leve. O passado já não manda em si, a menos que lhe dê as chaves.
Afirmação: Eu escolho renascer em verdade e deixar para trás o que já não serve o meu caminho.
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VIRGEM - A Torre
Não há evolução sem desconforto. - Eckhart Tolle
A Torre nunca chega com meias medidas, derruba paredes, abana estruturas e mostra onde o castelo era só de lâminas. Para nós, virginianos, amantes do controlo e ordem, esta energia pode parecer um pesadelo. Mas a vida está a dizer: Amiga/o, isto não estava sólido, é melhor começar de novo. Não é castigo, é libertação. Sim, dói. Mas diga-me: quantas vezes já percebeu que só depois da queda é que finalmente respirou fundo e se sentiu leve? Precisamos deixar ir o velho! Sim, está na hora. Vamos parar de olhar para trás?
Depois de um verão em que vimos o nosso país arder, e agora o Elevador da Glória, com perdas que nos corroem a alma, A Torre fala-nos de reconstrução. É tempo de reconstruir algo e melhor. Não é a primeira vez que Portugal se ergue das cinzas, e não será a última. Em escala pessoal, a energia é a mesma: às vezes é preciso ver ruir aquilo em que acreditávamos para que possamos assentar os pés em terreno firme, mais firme. O caos é apenas a primeira parte de um renascimento. Vamos a ele! E um renascimento não tem de ser duro ou doloroso, não! Pode ser leve e, de facto, apenas libertador.
Conta-se que um discípulo perguntou ao mestre: Mestre, porque é que Deus permite quedas tão grandes? E o mestre respondeu: Porque, sem quedas, nunca levantaríamos os olhos para o céu.
Esta semana, olhe para cima. O que desmorona abre espaço para algo muito maior. O raio do medo do desconhecido é tramado… mas sabe, medo todos temos. Vamo-nos deixar dominar ou vamos dominá-lo? ;)
Afirmação: Eu abraço as mudanças com coragem e confio que cada aparente quebra abre caminho a uma nova construção.
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BALANÇA - 7 de Espadas
O 7 de Espadas é a lâmina da astúcia, mas também da auto-sabotagem. Ele fala-nos de situações em que preferimos atalhos ao invés de enfrentar a estrada principal, convencendo-nos de que ninguém vai notar. Só que a vida, balancinha, tem memória de elefante! O que é feito sem clareza acaba por vir à tona. Em tempos difíceis como os que atravessamos, em que Portugal ainda chora as tragédias recentes, este arcano é uma espécie de alerta: precisamos de transparência, de coragem e de olhar para o que está mal sem arranjinhos ou desculpas.
Ao mesmo tempo, o 7 de Espadas lembra-nos algo curioso: muitas vezes o maior roubo não vem de fora, mas de dentro. Somos nós que roubamos a nossa própria paz, a confiança e até a possibilidade de sermos felizes, quando nos escondemos atrás de desculpas, algumas bastante irracionais. Então a pergunta é: onde está a sabotar-se? Que parte da sua vida exige honestidade radical, mesmo que doa um bocadinho?
Diz um conto zen que um discípulo perguntou ao mestre se era possível enganar o destino. O mestre riu-se e respondeu: Sim, é possível, mas só por cinco minutos, logo, o destino também se vai rir. Moral da história: não vale a pena inventar truques para viver melhor; mais cedo ou mais tarde, a vida apanha-nos pela mão e obriga-nos a aprender. Mas a boa notícia é que quando aprendemos, somos libertados.
Afirmação: Eu escolho a clareza e a verdade, libertando-me das auto-sabotagens que me impedem de avançar.
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ESCORPIÃO - Rainha De Copas
A Rainha de Copas é pura sensibilidade, intuição e amor profundo. Ela fala de quem sente o mundo como se fosse pele nua, absorvendo tudo: alegrias, dores, segredos.
Esta semana, os filhos de Plutão, são convidados a mergulhar nesse oceano interno, mas com delicadeza. Cuidado para não se afogar em emoções que não lhe pertencem, sobretudo depois das notícias pesadas que ainda pairam no ar. Sentir é humano, mas carregar o peso do mundo inteiro é missão impossível e inútil.
O lado luminoso desta Rainha é maravilhoso: ela inspira compaixão, ternura, amor incondicional. É aquela energia que nos leva a abraçar alguém mesmo sem palavras, a oferecer silêncio e presença em vez de conselhos. Mas o lado sombra? Ah, pois, a tendência é para se dissolver nas emoções, para perder fronteiras e esquecer de si própria/o. A monarca lembra que cuidar do outro só é saudável quando também cuidamos de nós.
Vamos ao momento zen? Um lago pode refletir a lua inteira, mas se for agitado, a imagem parte-se em mil pedaços. Esta Rainha pede-lhe exatamente isso: serenidade interior. Quanto mais tranquila estiver a sua água, mais conseguirá refletir a beleza do mundo, mesmo em tempos de dor.
Afirmação: Eu honro a minha sensibilidade, transformando-a em força tranquila e em amor que cura.
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SAGITÁRIO - Pagem de Copas
A criatividade é a inteligência a divertir-se. - Albert Einstein
O Pajem de Copas surge com frescura, lembrando-nos que a vida precisa de espaço para a imaginação e para o inesperado. Nesta fase, abra as portas ao novo: pode ser uma ideia criativa, uma proposta inesperada ou até um gesto de ternura que ilumina o dia ou os dias. :) Não espere que tudo venha embalado em lógica, às vezes, a magia está no improvável.
Num tempo em que o país ainda cura feridas, esta lâmina é um convite à esperança: mesmo depois de um incêndio, há sempre sementes que sobrevivem e brotam em flores inesperadas. Assim é também connosco: mesmo em fases sérias, ainda há lugar para a leveza e para o sorriso. O Pajem lembra que sonhar não é ingenuidade nem perda de tempo, é combustível para avançar.
Conta-se que um mestre zen foi questionado sobre a importância do riso, e respondeu: Rir é como abrir a janela da alma, mesmo em casas antigas, entra luz. A verdade é que, por mais que a casa esteja velha, pesada ou carregada de memórias difíceis, basta entreabrir um postigo para que o sol entre e transforme tudo. Os Devas fazem o seu trabalho. :)
O Pajem de Copas vem trazer essa energia: não é sobre demolir a casa, não sobre fingir que a dor não existe, mas sim sobre permitir pequenos instantes de frescura que mudam a atmosfera inteira.
Na prática, pode ser tão simples como um gesto inesperado de ternura, um telefonema que aquece o coração, ou até um devaneio criativo que parecia inútil mas afinal abre um caminho novo. A vida não se repara toda de uma vez, mas repara-se em momentos. E se esta semana tiver a coragem de sorrir, sonhar ou criar sem censura, já estará a iluminar cantos da sua vida que pareciam condenados à penumbra. Então, vai abrir a sua janela?
Afirmação: Eu permito que a esperança entre pela janela da minha alma, transformando até as memórias mais pesadas em espaço fértil para florescer.
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CAPRICÓRNIO - Cavaleiro de Paus
A coragem não é ausência de medo, é decisão de avançar apesar dele.
O Cavaleiro de Paus é fogo em movimento, é impulso que não se deixa prender. Em Capricórnio, signo conhecido pela disciplina e pelo cálculo, esta energia é quase uma provocação - adoro! E se experimentasse ser mais ousada/o, mais aventureira/o, menos presa/o às garantias? É como se a vida lhe dissesse que não basta planeamento, agora é preciso ação, aquela ação que não dá tempo de pensar duas vezes. Portugal atravessa uma fase de luto e reconstrução coletiva, e o Cavaleiro surge como símbolo de resiliência: mesmo feridos, precisamos de continuar a cavalgar.
Na mitologia grega, o Cavaleiro de Paus pode ser visto como Pégaso, o cavalo alado nascido do sangue da Medusa. Pégaso representa a inspiração e a capacidade de elevar-nos acima do peso da terra. Assim também este arcano pede que não se limite às dificuldades imediatas. Onde pode encontrar asas? O que a/o faz sentir-se viva/o, mesmo em tempos pesados? Pare um pouquinho e responda a estas questões, pode ser?
Um mestre zen dizia: Não é o caminho que nos leva, somos nós que caminhamos. E o Cavaleiro de Paus lembra isso mesmo, não há mapa perfeito, há apenas movimento, coragem e fé de que o solo se constrói à medida que avançamos.
Afirmação: Eu avanço com coragem e deixo que a inspiração guie os meus passos, mesmo no meio da incerteza.
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AQUÁRIO - O Dependurado
Quando não conseguimos mudar a situação, somos desafiados a mudar a nós mesmos. – Viktor Frankl
O Dependurado é, para muitos, a lâmina mais desconfortável do Tarot, porque fala de espera, suspensão e rendição. E sim, como dizia Hajo Banzhaf, pode ser vivido como um beco sem saída, aquele momento em que tudo parece parado, sem portas nem janelas. Mas há aqui um paradoxo: o beco sem saída pode ser também uma pausa necessária para vermos algo de outro ângulo. Em vez de resistir, agora é convidada/o a entregar-se ao não-controlo.
A energia aquariana é naturalmente inquieta, sempre a pensar no futuro e em como transformar o mundo. Ora, o Dependurado pede-lhe exatamente o oposto: parar, silenciar, olhar de cabeça para baixo, logo, mudar de perspectiva. É desconfortável, mas é também medicinal. Pergunte-se: o que é que a vida lhe quer mostrar que só pode ser visto na imobilidade?
Conta-se que um monge perguntou ao mestre: Estou preso, não consigo avançar, o que faço? O mestre respondeu: Então senta-te e observa o que é estar preso. Talvez descubras que a prisão é apenas um ponto de vista. Assim é o Dependurado: ele não está amarrado para sempre, apenas suspenso até que um novo olhar surja.
Afirmação: Eu aceito a pausa e confio que até os becos sem saída podem revelar caminhos invisíveis.
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PEIXES - O Papa
A sabedoria não está em acumular respostas, mas em aprender a escutar. – Humberto Maturana
O Papa é o arcano do ensinamento, da tradição e do diálogo com o sagrado. Para Peixes, que já vive naturalmente num oceano de espiritualidade, este arcano surge como um chamamento à disciplina espiritual: não basta sentir, é preciso estruturar e aprofundar a fé. Em tempos em que o país procura sentido no meio da dor, o Papa lembra que precisamos de guias, mestres e mesmo pequenas práticas que nos liguem ao essencial e nos libertem das teias da dor coletiva.
O Hierofante também fala de espiritualidade superficial e dogmática. Não se perca em crenças alheias, esquecendo-se de ouvir a própria intuição. Qual é a sua verdade? O que lhe faz sentido? Isto, claro, aplica-se a todos os aspectos da sua existência.
A mensagem é clara: siga mestres sérios, sim - todos precisamos de guias -, mas nunca abdique da sua voz interior. O verdadeiro discípulo é aquele que desperta em si a ponte direta com o divino.
Um conto zen diz que um discípulo pediu ao mestre: Mostra-me Deus. O mestre respondeu: Deus não é algo que se mostra. É algo que se reconhece, como quem recorda uma canção esquecida.
Assim é o ensinamento do Papa: mais do que respostas prontas, ele oferece memórias de algo que já existe dentro de si.
Afirmação: Eu honro a sabedoria espiritual, integrando tradição e intuição como guias do meu caminho.
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