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Helena Sacadura Cabral: "Lembranças de algo que foi, manifestamente, o maior erro da minha vida"

Nas redes sociais, Helena Sacadura Cabral partilhou uma reflexão acerca do casamento.

Helena Sacadura Cabral abriu o baú de memórias e, no Facebook, partilhou uma imagem captada na juventude da escritora.

"Ai, as recordações...", começou por escrever, antes de assumir: "Há 68 anos casei-me, pensando que era para toda a vida. Levei 11 anos a perceber que, o toda a vida tinha, afinal, um curto prazo de validade. À época, o divórcio não existia para aqueles que, como eu, tinham contraído matrimónio pela Igreja."

De seguida, Helena Sacadura Cabral fez uma importante reflexão: "Mas, apesar disso, curiosamente, dou comigo muitas vezes, a tomar consciência do que me ficou, dessa união, entranhado na pele. Hoje, sou uma apreciadora de jazz – a educação paterna fora profundamente clássica - e isso devo inteiramente ao meu ex marido."

Sem mencionar o nome de Nuno Portas, Helena Sacadura Cabral assume: "Com ele aprendi, também, algo sublime que é 'saber ver', que é bem diferente de saber olhar. Foi, ainda, ele que, numa longa viagem que fizemos a Barcelona, me ensinou a importância dos volumes, das cores e da luz. Hoje, não posso deixar de sorrir, enternecida, por este imenso património que ele me deixou e que nunca mais esqueci. Recentemente, em Paris, fui com o meu filho a uma bela exposição. A certa altura, dei comigo a apreciar o modo como certos quadros eram bafejados pela luz e pela escolha notável dos outros que o rodeavam."

"Às vezes, é preciso deixar passar muito tempo - 60 anos - para se ter a capacidade de reconhecer um pequeno lado bom, nas lembranças de algo que foi, manifestamente, o maior erro da minha vida!", rematou Helena Sacadura Cabral.

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