Guilherme Castelo Branco: "A felicidade raramente está no que temos"
Entre tecnologia, viagens e momentos partilhados, Guilherme Castelo Branco revela escolhas que espelham a forma como encara a vida. Para o comentador, mais importante do que os lugares ou as circunstâncias são as pessoas com quem cria memórias.
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Cátia Soares
- 5 ago, 12:31
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Curioso por natureza e atento às transformações do mundo, Guilherme Castelo Branco partilha com a SELFIE um conjunto de escolhas que refletem os seus interesses, valores e forma de estar. Dos livros que o desafiam a pensar no futuro às viagens que alimentam a sua visão do mundo, passando pela música, pela inteligência artificial e pelos pequenos momentos do quotidiano, o comentador revela um lado mais pessoal, no qual a reflexão e a simplicidade caminham lado a lado. ESCOLHAS by SELFIE, todas as semanas com a revista VERSA.
Livro
Homo Deus. Recomendo, porque nos faz pensar sobre o futuro, sobre como a tecnologia, a inteligência artificial e a medicina podem mudar a nossa vida. É um livro que nos leva a refletir sobre desafios em que raramente pensamos, sem respostas, mas que nos faz olhar para o futuro com outros olhos.
Restaurante
Não consigo escolher um restaurante favorito, porque o mais importante, para mim, nunca é o sítio. O melhor restaurante é aquele onde estou com as pessoas de quem gosto e onde criamos boas memórias. Pode ser um restaurante de luxo, um jantar em casa ou um piquenique. No fim, lembro-me sempre das pessoas e das conversas, não da comida.
Concerto
Boris Brejcha. Um concerto, para mim, vale pelas emoções que desperta. A música é uma forma de desligar da rotina, de parar um pouco e viver o momento. É um daqueles raros instantes em que a cabeça descansa. E, nesse aspeto, nada me transmite mais isso do que a música eletrónica, sem precisar de uma única palavra.
Viagem
Vietname está no topo da minha lista. Fascina-me a forma simples como as pessoas vivem, a cultura e a simpatia com que recebem quem as visita. Gosto de viajar para conhecer realidades diferentes da nossa. No fim, acabamos por perceber que a felicidade raramente está no que temos, mas na forma como escolhemos viver.
Inteligência Artificial
A última pergunta que fiz ao ChatGPT foi sobre o IRS. Estava na altura de entregar e, como todos os anos, já não me lembrava de metade das coisas. Uso bastante a inteligência artificial para estas dúvidas do dia a dia. É prático e evita aquelas mensagens aos amigos contabilistas que começam por "é só uma dúvida..." e depois passam 30 minutos.
Desporto
Faço musculação, tentando equilibrar treino de força, cardio e mobilidade. Nunca tive grande apetência pelo desporto nem uma paixão especial por nenhuma modalidade. Também não tenho aquele chip competitivo, por isso, rapidamente percebi que os desportos tradicionais não são a minha praia.
Personalidade
Margaret Thatcher. Independentemente de se concordar ou não com ela, foi uma das figuras que mais influenciou o liberalismo moderno, defendendo menor intervenção do Estado na economia, redução de impostos e iniciativa privada. Muitas dessas ideias continuam presentes no debate político e económico dos dias de hoje.
