Georgina Rodríguez no centro de polémica... por ida a igreja: "Estão indignados"
O assunto foi debatido no programa "V+ Fama", do V+.
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Ivan Silva
- 11 mar, 15:13
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Georgina Rodríguez mostrou-se numa igreja, nas redes sociais, e a polémica instalou-se em Espanha. "A missa mais bonita que já assisti", escreveu a companheira de Cristiano Ronaldo, na referida publicação.
O assunto foi abordado e explicado no programa "V+ Fama", do V+, que foi para o ar na manhã desta quarta-feira, dia 11.
"Georgina Rodríguez poderá estar metida em mais uma alhada. Porquê? Porque ontem foi a uma missa. E agora você pergunta: 'Mas que missa é essa?'. Foi a uma missa ao Vale dos Caídos, um mausoléu construído durante a ditadura franquista, por presos políticos da ditadura franquista e foi o local escolhido por Franco para ser enterrado. Franco, que foi ditador espanhol durante mais de 40 anos, esteve ali enterrado e ninguém em Espanha com relevância pública gosta de ir àquele local ou, pelo menos, publicar fotografias. Já há comentadores em Espanha que estão a fazer paralelismos entre Donald Trump, Franco. Dizem que, depois da Casa Branca, foi visitar o túmulo do Franco, embora ele já não esteja lá enterrado", introduziu Adriano Silva Martins, que é luso-espanhol, passando, de seguida, a palavra a António Leal e Silva.
"Em primeiro lugar, convém esclarecer que este espaço, Vale dos Caídos, é qualquer coisa... Eu recomendo as pessoas a visitarem, porque é maravilhoso, é lindíssimo, ponto. É uma igreja, chamemos-lhe assim, que é escavada numa montanha com uma entrada monumental. A política deixamos para os políticos. Eu acho interessante, não vejo nenhuma maldade nisso, o Franco já nem sequer está lá enterrado. Eu fui lá muitas vezes, ainda no tempo em que o Franco lá estava enterrado e não é por ser franquista, porque nem sequer sou espanhol. Fui ver a capela e fui ver o que se estava por lá a passar. Nunca é demais conhecer as coisas dos outros povos, a cultura nunca é demais. Para enquadrar, com os governos socialistas, aquilo tornou-se, quase, um local proibitivo e de tudo fizeram para tirar de lá o corpo do Franco, em 2019. As pessoas podem fazer política, mas há uma coisa que têm de aprender: a História não se muda. Podemos interpretá-la, pensar nela, mas não conseguimos mudar a História", afiançou o comentador do formato.
"Eu tenho duas posturas em relação a isto. Por um lado, acho que há uma obrigação, embora eu perceba que nem todas as pessoas tenham a apetência de investigar um sítio antes de o visitar, mas quando há este tipo de conotações... Nem que seja por uma questão de preservar a sua imagem. Publicando, pode ser porque realmente acha que aquilo é bonito e, efetivamente, olhando para as fotografias, vemos que é um local bonito, que a missa em si é bonita. Mas a conotação política a que isso está agregada é complicado, porque foi construída por presos políticos. Agora, isto tem que ver com a altura da História", referiu, por sua vez, Guilherme Castelo Branco.
Adriano Silva Martins decidiu dar mais contexto ao assunto. "Estes presos políticos tinham condições miseráveis, muitos deles morreram de frio, tais eram as condições a construir este mausoléu. Obviamente que temos de enquadrar isto tudo, mas é só para perceberem. Em Espanha, estão indignados com este tema. Ontem, ouvi pessoas de Direita e de Esquerda a criticar muito ferozmente a postura da Georgina", acrescentou o apresentador do "V+ Fama".
"Isto são coisas muito complexas. É fácil falar, mas tem que se enquadrar", defendeu António Leal e Silva.
"Deixem-me só pôr uma nova carta na equação. Se a Georgina fosse vista em Santa Comba Dão, a prestar homenagem perante o túmulo de Salazar, em Portugal também não haveria muitas vozes? Haveria. Foi o que aconteceu em Espanha. Vou dizer-vos que há muito tempo que não ouvia tantos comentadores em Espanha revoltados... Vi a veia muito inflamada", findou Adriano Silva Martins.
Veja, agora, a imagem partilhada por Georgina Rodríguez. Espreite, ainda, o vídeo.
