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Sofia Aparício e Mariana Mortágua já estão a caminho de Portugal. Chegada marcada para as 22:30 horas!

Diogo Chaves, Mariana Mortágua, Miguel Duarte e Sofia Aparício, que estiveram detidos em Israel, devem chegar ao Aeroporto Humberto Delgado às 22:30 horas deste domingo.

  • 5 out 2025, 16:40 Agência Lusa com DS

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Sofia Aparício na SELFIE

Os quatro portugueses que participaram na Flotilha Global Sumud, detidos, em Israel, desde quinta-feira, vão ser recebidos, pelas 22:30 horas, no Aeroporto Humberto Delgado, anunciaram os grupos Flotilha Humanitária e Palestina em Português.

"Esta noite, recebemos, no aeroporto de Lisboa, Diogo Chaves, Mariana Mortágua, Miguel Duarte e Sofia Aparício, que estiveram a bordo da Global Sumud Flotilla e foram atacados nas águas internacionais e sequestrados para uma prisão israelita", lê-se numa publicação divulgada nas páginas do Instagram da Flotilha Humanitária e da Palestina em Português.

A receção no Aeroporto de Lisboa está prevista para as 22:30 horas.

A RTP avançou que os quatro portugueses já deixaram o aeroporto de Telavive e que vão fazer escala em Madrid, antes de aterrarem em Lisboa.

O voo chega às 20:20 a Madrid, onde faz escala, e aterra em Lisboa pelas 22:30.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros já tinha anunciado que os portugueses que participaram na Flotilha Global Sumud foram repatriados e que chegarão ao fim da noite deste domingo, dia 5, a Portugal, sem precisar a hora.

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, a atriz Sofia Aparício e os ativistas Miguel Duarte e Diogo Chaves estão detidos desde a noite de quarta para quinta-feira passada, quando as forças israelitas intercetaram as cerca de 50 embarcações da Flotilha Global Sumud, que pretendia entregar ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

Segundo o ministério tutelado por Paulo Rangel, a embaixadora de Portugal em Telavive, Helena Paiva, esteve, este domingo, no centro de detenção de Ketsiot para se "assegurar do bom desenvolvimento do processo de repatriamento".

Os portugueses, acrescentou o MNE, em comunicado, serão acompanhados por um diplomata durante todo o percurso.

Os cidadãos portugueses, juntamente com cerca de 450 ativistas de várias nacionalidades, foram levados pelas autoridades israelitas para um centro de detenção no deserto de Neguev, no sul de Israel.

A embaixadora portuguesa em Telavive, Helena Paiva, visitou os portugueses na sexta-feira, indicando que se encontravam "bem de saúde", mas que tinham relatado "várias queixas", que motivaram um protesto imediato da diplomata junto das autoridades israelitas e um protesto do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, junto do embaixador israelita em Lisboa, Oren Rozenblat.

O MNE deu conta de que os ativistas "não foram sujeitos a violência física", mas a "condições difíceis e duras à chegada ao porto de Ashdod [para onde foram levados após a intervenção israelita em alto mar] e no centro de detenção", além de terem estado "bastante tempo" sem água e comida.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse esperar que os cidadãos portugueses possam regressar ao país "sem nenhum incidente", considerando que a mensagem da flotilha humanitária foi transmitida.

O Governo israelita tem condenado repetidamente iniciativas como a da flotilha, acusando os ativistas de serem apoiados pelo movimento islamita palestiniano Hamas.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, de extrema-direita, visitou os ativistas no porto de Ashdod, chamou-lhes "terroristas" e "apoiantes do terrorismo", instando o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, a mantê-los "durante alguns meses" presos, em vez de proceder à sua deportação.

A guerra declarada por Israel a 7 de outubro de 2023 em Gaza para "erradicar" o movimento islamita palestiniano Hamas - horas após um ataque a território israelita com cerca de 1.200 mortos e 251 reféns - fez, até agora, mais de 66.000 mortos e pelo menos 170.000 feridos, na maioria civis, segundo números atualizados das autoridades locais, que a ONU considera fidedignos.

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