Vivemos num mundo onde as críticas parecem ecoar mais alto do que os elogios, alimentando divisões e contribuindo para uma sociedade cada vez mais fragilizada emocionalmente. No entanto, acredito que o elogio é uma ferramenta poderosa, não apenas para moldar comportamentos, mas também para resgatar a humanidade no meio de tantas adversidades.
Partilho algo muito pessoal: recentemente, tive a oportunidade de experimentar de forma genuína e verdadeira o impacto do elogio na vida de uma pessoa, e isso aconteceu com o nascimento da minha filha. Desde que estava na barriga da mãe e desde o instante do seu nascimento, decidi elogiá-la sempre. De forma muito rápida e direta, pude constatar que essas palavras positivas não só reforçam o seu comportamento, como também a ajudam a construir uma autoestima saudável, que, sem dúvida, é um pilar essencial para enfrentar os desafios da vida.
Estudos comprovam que o elogio funciona como um reforço positivo, criando um incentivo para a repetição de comportamentos desejados. Além disso, tem o poder de libertar neurotransmissores como a dopamina, gerando uma sensação de bem-estar e conexão social. Ao elogiar – seja através de um gesto, de palavras ou de atitudes –, o ambiente à nossa volta transforma-se.
Vivemos tempos de guerras, conflitos e grandes mudanças, onde a crítica parece dominar. Por isso, acredito que é fundamental lembrarmo-nos de que palavras de incentivo têm o poder de curar. Tenho a certeza de que o elogio constrói pontes, enquanto a crítica, muitas vezes, ergue verdadeiros muros entre as pessoas. Ao elogiarmos os outros, ajudamos a criar um círculo de positividade, estimulando comportamentos construtivos e promovendo a saúde mental.
Convido-o, então, a refletir: qual foi a última vez que elogiou alguém de forma genuína? Se o fez hoje, ontem ou esta semana, parabéns! Se não se lembra ou já foi há muito tempo, talvez seja o momento de começar a espalhar mais luz – e verá o impacto que terá na vida das pessoas que cruzarem o seu caminho. Afinal, o mundo precisa de mais pontes e de menos muros.
