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Diogo Reffóios Cunha conta tudo o que aconteceu nos últimos 5 anos: "Depois de bater no fundo, pior não fico"

Depois de ter partilhado que está deprimido, isolado em casa, sem dinheiro e sem trabalho, Diogo Reffóios Cunha esteve à conversa com a SELFIE.

Diogo Reffóios Cunha: "Depois de bater no fundo, pior não fico"

"Diogo Reffóios Cunha, como é que te sentes hoje?" - Neste Natal, oferece uma pergunta sincera a alguém

Pouco antes do Natal, Diogo Reffóios Cunha aceitou o desafio da SELFIE e respondeu a uma pergunta aparentemente simples mas tão profunda como: "Como é que te sentes?" Na altura, num testemunho surpreendentemente sincero em vídeo, o ex-concorrente do "Big Brother 2020" mostrou que a fama nem sempre é sinónimo de estabilidade financeira ou emocional e partilhou que está numa situação de depressão e isolamento, sem dinheiro e sem trabalho. Agora, passada a quadra festiva, estivemos à conversa com ele e aproveitámos para lhe colocar algumas das questões que inundaram a caixa de comentários do vídeo.

 

"Aquela partilha foi mesmo um ato de desespero."

 

Vou cometer uma inconfidência - acho que não levas a mal - e revelar que inicialmente tinhas recusado este convite da SELFIE. Na verdade, por não te sentires bem e não quereres fingir que estava tudo bem quando não estava tudo bem, mas, depois, acabaste por aceitar contar-nos como é que te sentes. Por isso, hoje, começo também por te perguntar como é que te sentes e o que é que te levou, de facto, a partilhar connosco?
Foi mesmo isso. Tal como tu disseste, quando me desafiaste, eu estava a sentir-me, de facto, bastante diminuído, triste, meio perdido. O mês de dezembro... o Natal... esta época nunca é uma altura fantástica para mim. Meio que detesto o Natal pelas questões todas emocionais, emocionantes e de nostalgia. E, naquela altura, quando rejeitei o convite da SELFIE, foi porque não queria aparecer. Não queria dizer que estava mal. Mas, ao ver a quantidade de testemunhos que foram partilhando, havia sempre um "nim", havia sempre uma partilha de que "as coisas nem sempre estão bem, mas agora estou ok, é uma altura feliz e contente". E eu queria mesmo partilhar exatamente o contrário, que é: não, esta é, para mim, a pior altura de sempre, não recebo subsídio de Natal, não tenho dinheiro extra... E aquela partilha foi mesmo um ato de desespero, do qual, em boa verdade, não me arrependo nada, de ter feito contigo e convosco.

A tua partilha foi também "um ato de coragem e humildade", como muita gente refere na caixa de comentários?
Em relação a coragem, sim. É preciso ter coragem para partilhar que está tudo mal. Em relação à humildade, deixo para os outros avaliarem e decidirem se foi um ato de humildade ou não. Coragem é certamente, porque, embora seja conhecido pelas pessoas, não tenho necessariamente de partilhar a minha vida publicamente, não é?

 

"A minha família está lá para me apoiar, mas é um caminho que tenho de fazer sozinho."

 

Muita gente recomenda que te apoies na família, porque "a família é o nosso porto de abrigo", mas sabemos que isso nem sempre corresponde à verdade. Tens procurado esse apoio? Tens sentido esse apoio? Ou tens feito este caminho mais sozinho, porque é um caminho solitário?
Essa é uma ótima questão. Felizmente, a minha família acompanha-me sempre no meu dia-a-dia, conversamos todos os dias, mas, sim, este é um caminho que tenho que fazer sozinho, porque o meu problema é um problema de falta de independência financeira, de falta de estabilidade económica, portanto, é mesmo uma necessidade de querer lutar, de me desenvencilhar, de me fazer à vida, como se diz corriqueiramente. Agora, obviamente, e felizmente, graças a Deus, a minha família está lá para me apoiar e tem-me apoiado bastante, emocionalmente falando.

 

"Venho de ótimas famílias, no que respeita a partilha de valores. Em termos de dinheiro, os meus pais são pobres, mas pobres mesmo."

 

No "Big Brother 2020", ficaste muito conotado como sendo "beto e de famílias abastadas". Nos comentários, há, agora, quem questione se isso, afinal, não era verdade.
Que eu sou beto é verdade, que os meus pais são abastados é mentira, são pobres. Sou de boas famílias, ou seja, os meus pais transmitiram-me os valores que aprenderam, valores de educação e que são talvez os valores conotados como os valores de beto. Venho de ótimas famílias, no que respeita a partilha de valores. Em termos de dinheiro, os meus pais são pobres, mas pobres mesmo. E, pronto, eu estou a fazer-me à vida, basicamente, a fazer o meu caminho.

Uma das perguntas colocadas no vídeo da SELFIE é, por exemplo: "Onde estão as amizades que fizeste no programa?". Tens comentários de algumas figuras públicas, mas não propriamente da tua edição.
Quando saí do programa, tive a felicidade de conhecer muitas outras pessoas dentro do meio artístico e é com essas pessoas que estão dentro do meio artístico que eu me identifico mais. Então, de certo modo, tenho tido alguma... não é amizade, mas é algumas conversas mais de dia a dia com outras pessoas que são do ramo artístico do que propriamente com ex-concorrentes de reality shows.

Sim, na verdade, também não é por aí, não é? Poderiam manter essa amizade e nem sequer virem publicamente comentar.
Tal e qual, ora, exatamente o que aconteceu. Não vale a pena especificar personalidades, mas, sim, aconteceu isso.

 

"Voltaria a entrar num reality show."

 

Houve quem achasse que estavas a "piscar o olho ao 'Desafio Final'". Voltarias a participar num reality show?
Claro que sim! Voltaria a entrar num reality show. Eu preciso de dinheiro, preciso de trabalhar, preciso de ganhar dinheiro. E, se a minha imagem, o facto de ser ator ou a minha personalidade ainda gerarem interesse, estou mais do que disponível para o que quer que seja, até para puxar cabos no estúdio. Estou super disponível para o que quer que seja que surja enquanto oportunidades.

Surgiram convites nestes cinco anos depois de terminares o programa?
Em concreto, não. Em concreto, nunca.

 

"Depois de bater no fundo, pior não fico."

 

Há também muita gente a duvidar da veracidade do teu depoimento, a questionar se isto não é a tua "faceta de ator", se não é um golpe de marketing...
Sim, é totalmente plausível que as pessoas pensem isso, e está tudo bem. A verdade é que partilhei um acontecimento da minha vida. Não foi a primeira vez que fiquei sem dinheiro, mas, depois de bater no fundo, pior não fico. Portanto, se nós partilharmos que batemos no fundo, pior não vamos ficar. O que quer que seja que venha a seguir será certamente coisas boas, oportunidades, pensamentos. Sim, a verdade é que, de certo modo, esse vídeo, que acabou por se tornar viral, fez com que muitas pessoas se recordassem de que eu existo e do que faço na vida. Já surgiram oportunidades com pequenas marcas que agora precisam de ajuda nas redes, e vamos ver o que pode surgir mais, porque voltei a aparecer. Foi uma partilha profunda, porque é sincera. Foi viral, porque fez sentido naquela altura e era aquilo que estava a acontecer naquele instante.

Há muitas pessoas a perguntarem como podem ajudar, a oferecerem trabalho...
Tenho dado resposta e tenho estado muito atento a todas as oportunidades que aparecem, graças a Deus, sim.

"Partiu-me o coração." A tua mensagem foi inesperada para a maioria das pessoas que te viu no "BB2020". "Era o meu concorrente preferido! Fez-me companhia e fez companhia a muita gente durante a pandemia."
É aquele calorzinho bom, aquele quentinho no coração, é sentires que as pessoas gostam de ti. Tu fizeste-lhes companhia durante três meses, numa altura tramada do mundo e da vida real. Vou pôr isto de uma forma pirosa, mas é a forma que tenho para descrever. Agora, ninguém me deve nada! E eu não devo nada a ninguém! Aquilo foi uma troca, eu estive durante três num programa de televisão para o qual me candidatei, portanto, sabia as regras do jogo. Ninguém deve nada a ninguém, foi uma troca. Eu queria ser conhecido, entrei no programa para as pessoas me conhecerem. A verdade é que correu bem, diverti-me bastante, deu para entreter muita gente e espero que mais possibilidades voltem a acontecer para que eu possa entreter as pessoas, porque, de facto, dá-me um certo gozo e prazer fazer isso.

Este é também o lado perverso da fama? Estares lá em cima hoje e amanhã já não estares...
Sim, mas repara: são muitas as pessoas que entram em programas de televisão destes todos os anos, portanto, eu sou só o 7.587. Há outras sete mil e tal pessoas que também passaram por um programa que é visto por um milhão de pessoas todos os dias e que têm as vidas delas. Há três ou quatro que são recordadas e há três ou quatro que fazem carreira e que fazem vida mediática, etc. Nem toda a gente está à procura de ser ator, de ser apresentador ou de trabalhar em comunicação, só porque participa num "Big Brother". No meu caso em específico, enquanto ator, esperava ter a oportunidade de saber onde é que se vai a um casting, por exemplo, de perceber onde é que tinha que se bater à porta, como é que funcionava este meio... Depois lá comecei a entender que isto tem a ver com agentes, com agências, pessoas, contactos, conhecimentos, etc. E isso nunca me aconteceu, porque, de certo modo, também sou um ex-concorrente de um reality show, portanto, ou sou apadrinhado de alguma forma por quem mete reality shows no ar ou, então, este mercado das agências e dos agentes também não te vê como um ator 100% profissional porque vieste de um reality show. Isto para dizer que são milhares os que participam neste programa, que aquilo é uma vírgula da nossa vida. No meu caso pessoal, como eu tinha tanta expetativa, criei tanta expetativa ou fui criando tantas expectativas no decorrer daqueles três meses, nos últimos cinco anos parece que estou a sofrer dos resquícios daqueles três meses e as coisas não acontecem, o que me deixa mais para baixo, mais pensativo, algo deprimido, desmotivado... E, pronto, todos os dias estou a fazer outras coisas para poder ganhar dinheiro, mas nunca é aquilo que realmente queria.

O que sentes que falhou ao longo destes cinco anos? O que aconteceu?
Acho que não falhou nada. Ao fim e ao cabo, acho que não falhou nada. Acho que tem simplesmente a ver com caminhos, com meios, com sorte, não sorte, com ir àquele casting ou não ir àquele casting, mas, lá está, acho que também há demasiados atores e há demasiadas pessoas que sabem interpretar papéis para a quantidade de trabalho que existe. Portanto, respondendo à tua questão mais concretamente sobre o que pode ter falhado foi eu não ter criado os meus próprios conteúdos.

 

"Quero explicar o que aconteceu nestes cinco anos."

 

No pós-programa, sentes que também agarraste as oportunidades que foram surgindo?
Não, a oportunidade que surgiu foi para comentar o programa logo a seguir e eu, por necessidade, aceitei o trabalho, porque tinha pouco mais de não sei quantos euros na conta e tinha mesmo que continuar a gerar receita, não tinha nenhuma outra fonte de rendimento e tive que aceitar. Mas, na altura, fiz aquilo de uma forma que não me orgulho e tive que abandonar e, depois, agarrei outros trabalhos que nada tinham a ver com televisão, nada tinham a ver com exposição mediática, nada tinham a ver com os média e daí eu também abandonar a cena e não partilhar nada e não fazer questão de promover o meu dia a dia. Vivi a minha vida, sossegado, porque também trabalhava noutras áreas, mas, agora, quero voltar. Quero explicar o que aconteceu nestes cinco anos com o meu projeto "Famoso pobre".

Já lá vamos ao "Famoso Pobre", mas, antes, falaste aqui sobre as redes sociais, que têm também um lado perverso... Estamos sempre felizes, está sempre tudo bem... mas a verdade é que nem sempre é assim. Muitas vezes, é uma fachada, um faz de conta. Nada é o que parece...
É mesmo isso. Como não estamos sempre bem, eu também não quero estar de alguma forma a criar conteúdos diários, a ter que pensar e a ter que imaginar coisas para transmitir essa mensagem de que tem que estar sempre tudo bem. Esta dependência da figura conhecida das redes sociais, de alguma forma, está a alimentar também a indústria da imagem e está a alimentar um bocado a conversa de o tal produto digital serem as pessoas, e eu também não quero participar nisso dessa forma, ou não queria participar nisso dessa forma. Não me fazia sentido ser notícia só porque ia a um sítio ou porque me esquecia de dar um beijinho a não sei quem, então, daí o abandono total.

 

"Agora, sou mais mendigo digital do que nómada digital."

 

Nos comentários ao vídeo que gravaste para a SELFIE, há quem comente: "Faço minhas as tuas palavras. "A verdade é que o teu testemunho na SELFIE podia ser o testemunho de qualquer pessoa, famosa ou não. Há também quem questione: "Como é possível? Tão inteligente!" Tu sempre te assumiste com um criativo, um nómada digital... A liberdade para criar estava sempre no horizonte. Manténs esse objetivo? É por isso mais difícil aceitar a ideia de um trabalho rotineiro das 9h00 às 17h00?
Agora, sou mais mendigo digital do que nómada digital, mas o meu ponto é: quando encontras um projeto ou quando te envolves em algo, tu dás de ti tudo o que tu tens, independentemente da localização. E, do ponto de vista do trabalho, essa tem sido a minha tristeza: não ter ainda encontrado um projeto que me preenchesse. Ser nómada digital é uma boa desculpa, porque no final do dia, quando tudo corre mal, agarro nos ténis ou numa bicicleta e vou andar em frente e logo se vê onde é que vou parar... Já fui parar a sítios interessantíssimos. Eu não me prendo. Agora, sim, encontrando um projeto, descobrindo uma motivação nova para um projeto, a dedicação está lá.

"Devia inscrever-se no IEFP e ir à Segurança Social"; "Tem sempre o subsídio de desemprego" ou "Devia pedir emprego em vez de dinheiro" são outros dos comentários. Esta última pessoa refere-se ao teu projeto "Famoso Pobre", que está na gaveta à espera de financiamento... Queres, então, falar-nos sobre ele?
Quero, quero muito! Está escrito e está à espera de uma via verde para começarmos a gravar o que é que aconteceu durante estes cinco anos. Claro que é uma biografia criada de uma forma ficcionada, um mockumentary, portanto, é entretenimento puro e duro, mas vai falar sobre um ex-concorrente de reality show cujo sonho era vencer o programa e tornar-se rico e famoso, mas que, como fica em segundo lugar, fica famoso e pobre. E, a partir daí, ele olha para o digital, olha para a sua audiência, olha para as pessoas que o seguem, e pensa que tem de começar a criar conteúdos... Vai tentar ser influencer, youtuber, tiktoker... Vai tentar ser aquilo tudo que se tenta ser nas redes sociais quando um ex-concorrente sai da casa mais famosa do país, porque tem os holofotes todos postos nele, qualquer coisa que ele faz é notícia e, portanto, pode dar também aso a muitas oportunidades. No caso deste famoso pobre, ele nunca consegue, porque o seu conflito é interno. Portanto, é esta discussão entre tentar e nunca conseguir que vamos ver no "Famoso pobre".

 

"Todas as semanas, consulto um psicólogo. Já tem sido assim desde que entrei no programa. Para não ter outro tipo de pensamentos e outro tipo de vontades."

 

Remete-nos também um bocadinho para o conflito interno que no vídeo que gravaste para a SELFIE dizes sentir. Referes que te sentes triste, deprimido, isolado em casa, com pouco dinheiro. E isto remete-nos para o tema da saúde mental. Falavas de um estado de espírito ou de algo que requer acompanhamento especializado? Tens sido acompanhado? Que tipo de ajuda procuraste?
Felizmente, tenho essas ferramentas. Todas as semanas, consulto um psicólogo. Já tem sido assim desde que entrei no programa. Portanto, sim, tenho sempre apoio de equipa clínica que me ajuda, para além da família, que me ajuda, emocionalmente falando, da maneira que uma família pode ajudar, mas recorro aos profissionais de saúde mental, neste caso, aos psicólogos, todas as semanas, há muitos anos. Lá está, que é para não ter outro tipo de pensamentos e outro tipo de vontades.

E como é que te sentes neste momento em relação a esses pensamentos e vontades?
Neste momento, estou positivo de alguma forma. Já acabou o Natal, já sobrevivi à passagem do ano, portanto já estou mentalmente na fase de me motivar novamente, não é? Ano novo, vida nova. O que é que se pode fazer? O que é que não se pode fazer? Agora, não tenho dinheiro nenhum na minha conta, mas está tudo bem, porque também não tenho dependentes, o ano está aí, há uma série de novas oportunidades que podem acontecer, ou seja, a motivação volta, porque o ano também começa, portanto, esta também é uma altura interessante para começar a ganhar forças e motivação. Mas, sim, neste momento, estou mais estável do que estava quando gravei o vídeo. Mas também te digo uma coisa: para ter feito aquela partilha é porque também estava bem, não estava mal, porque tive a capacidade de a fazer, senão não teria essa capacidade de a fazer, se estivesse realmente mal.

E a verdade é que nós não fazíamos ideia quando te contactámos, porque passaram cinco anos desde o "Big Brother 2020" e já há algum tempo que não falávamos. E, nesse sentido, também aproveitava para te perguntar, passado todo este tempo, quem é este Diogo e como é que te imaginas daqui a cinco anos?
Bem, imagino-me a apanhar batatas, a ir buscar os ovos à galinha, a ter a minha casa na aldeia, porque de certeza absoluta que é para onde eu vou: para a aldeia e rodeado de montanhas, assim uma coisa mesmo muito tranquila. É aí que me imagino daqui a cinco anos. Agora, sou aquela pessoa que está a começar a pensar em ir para a aldeia e no que é que tem que fazer para ir para a aldeia. O que tenho de fazer, o que tenho que amealhar, trabalhar e fazer para ir para as montanhas. Portanto, é esse o ponto.

 

"Já estou tão descrente do que quer que seja que eu não quero imaginar, só quero é deixar acontecer."

 

E mais coisas: a nível pessoal e profissional, o que é que imaginas?
Não sei, não imagino. Sinceramente, não imagino. Já estou tão descrente do que quer que seja que eu não quero imaginar, só quero é deixar acontecer. Totalmente. E que as oportunidades que aparecerem sejam também atacadas de uma forma mais inteligente, com espírito de poupança.

 

"És como um pássaro livre... Já fui umas quantas vezes contra o vidro, mas nunca patinei."

 

E responsabilidade?
Lá está, porque eu não tenho nenhuma, não tenho dependentes, então, às tantas, é isso: és como um pássaro livre e, muitas vezes, vais contra o vidro. A verdade é que já fui umas quantas vezes contra o vidro, mas nunca patinei.

 

 

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