Famosos

Dilema: "Sou casada há 10 anos, mas voltei a falar com o meu primeiro amor. Ignoro-o ou deixo-me ir?"

Dez anos de casamento, uma vida estável, uma filha de três anos, que é o centro do meu mundo. E, mesmo assim, bastou uma notificação no telemóvel para tudo dentro de mim abanar.

  • 3 dez, 17:49
Casal
Casal

Há dez anos que construo uma vida estável, adulta, aparentemente segura. Um casamento sólido, uma filha que é o centro da minha existência, uma rotina que funciona... mesmo quando cansa.

Sempre acreditei que amor maduro era isto: constância, parceria, a soma de pequenos gestos.

E, durante muito tempo, isso bastou. Ou eu convenci-me de que bastava.

Mas tudo mudou no dia em que recebi aquela mensagem. O nome dele no ecrã fez-me sentir um sobressalto tão familiar que quase me assustei.

O André. O meu primeiro amor. A primeira pessoa que fez o meu coração correr mais depressa do que a razão conseguia acompanhar.

A história que terminou antes de realmente começar, cheia de imaturidade e intensidade, daquelas que deixam cicatrizes e memórias vivas.

Começámos por conversas leves, quase tímidas. "Como tens estado?", "Que é feito de ti?", "Lembras-te daquela noite?".

Mas rapidamente percebi que o tom mudava, que as palavras carregavam uma nostalgia perigosa.

A verdade é que falar com ele despertou uma parte de mim que eu já não sabia que existia.

Uma versão mais leve, mais espontânea, mais viva, quase como se a juventude me tivesse tocado no ombro e pedido para voltar só por uns instantes.

Não houve nada físico entre nós. Ainda. Mas emocionalmente já estou num terreno instável.

O pensamento de que ele ainda pensa em mim, ainda se lembra dos pormenores que eu julgava esquecidos, mexe comigo mais do que quero admitir.

Sinto-me dividida entre a vida que tenho - e que não é infeliz - e a possibilidade de uma vida que talvez nunca cheguei a viver.

E isso é o que mais me assusta: perceber que, apesar de amar o meu marido, uma parte de mim pode estar cravejada de saudade por alguém que ficou no passado.

Ignorar o André seria, talvez, o mais sensato. Mas deixei a porta entreaberta, e agora tenho medo do que posso sentir se der mais um passo.

E, sobretudo, tenho medo do que posso perder se não o der.

 

Os dilemas apresentados nesta rubrica são ficcionais, ainda que baseados em histórias reais. Os textos são elaborados com recurso a Inteligência Artificial.