Imaginar-me num espaço onde a intimidade é partilhada, onde os limites são diferentes, mexe comigo de uma forma contraditória.
Parte de mim sente curiosidade. Outra parte sente um desconforto profundo.
Ele diz que confia em mim. Que acredita que a nossa relação é forte o suficiente para lidar com experiências fora do habitual. Que muitos casais vivem isto como algo positivo, consciente, sem consequências negativas.
Mas eu pergunto-me: e se comigo não for assim? E se aceitar apenas para não parecer fechada, insegura, antiquada? E se recusar e ele começar a sentir que lhe falta algo na relação?
Tenho medo de dizer que sim e arrepender-me. Tenho medo de dizer que não e criar uma distância silenciosa entre nós.
Porque há experiências que, depois de vividas, mudam a forma como olhamos um para o outro. E nem todas fortalecem.
Agora estou preso entre agradar a quem amo… ou respeitar um limite que talvez seja essencial para mim.
Os dilemas apresentados nesta rubrica são ficcionais, ainda que baseados em histórias reais. Os textos são elaborados com recurso a Inteligência Artificial.
