Ele disse que tem uma curiosidade antiga: viver uma experiência a três. Falou com calma, sem pressa, garantindo que não é falta de amor nem vontade de procurar algo fora da relação. Pelo contrário. Diz que só faria sentido comigo, que seria algo partilhado, combinado, consciente.
Fiquei em choque, mas continuei a ouvir.
O que me desarmou foi quando acrescentou: "Já pensei em quem poderia ser."
Era alguém que conheço. Não uma amiga próxima, mas alguém do nosso círculo. Alguém que já esteve connosco várias vezes. Alguém que sei que o admira.
Nesse momento, a conversa deixou de ser teórica. Ganhou rosto, contexto e risco.
Ele insiste que tudo seria feito com respeito, regras claras, comunicação constante. Diz que eu teria sempre controlo.
Mas como se controla a sensação de ver o teu parceiro envolver-se emocionalmente com outra pessoa à tua frente? Como se lida com as comparações que inevitavelmente surgem?
Aceitar pode ser sinal de abertura… ou de ultrapassar um limite que não sei se quero atravessar.
Recusar pode ser proteger a relação… ou fechar uma porta que ele sente necessidade de explorar.
E agora fico a perguntar-me: estou a ser insegura… ou apenas fiel a mim própria?
Os dilemas apresentados nesta rubrica são ficcionais, ainda que baseados em histórias reais. Os textos são elaborados com recurso a Inteligência Artificial.
