Famosos

Dilema: "O marido da minha melhor amiga confessou que está apaixonado por mim. Conto-lhe ou escondo para sempre?"

Nunca pensei estar num dilema que me tirasse o sono desta forma. A Joana é a minha melhor amiga desde o secundário, a irmã que escolhi, a pessoa que sabe tudo sobre mim. Menos isto.

  • 27 nov, 20:53 Redação SELFIE com IA
Casal
Casal

Nunca pensei que algum dia me encontraria num dilema tão cruel, tão silencioso e tão difícil de carregar no peito.

A Joana é a minha melhor amiga desde que éramos adolescentes.

Fomos juntas para a faculdade, estivemos presentes nos momentos mais importantes uma da outra, chorámos, rimos, construímos uma amizade que sempre vi como inabalável.

E agora sinto que, sem ter culpa, estou a segurar uma bomba prestes a explodir no centro dessa amizade.

Tudo aconteceu naquela noite de sexta-feira, num jantar inocente entre amigos.

Estávamos num daqueles restaurantes onde costumávamos ir quando éramos mais novos, rodeados de pessoas que fazem parte da nossa vida há anos.

A Joana não se estava a sentir bem e decidiu ir embora mais cedo. Ofereci-me para ir com ela, mas ela insistiu que ficasse, que aproveitasse, que nos víamos no dia seguinte.

Fiquei a acabar o café com o Rui, o marido dela. Estávamos a falar de coisas banais: trabalho, a reforma da casa deles, o stress do dia a dia... quando, de repente, ele desviou o olhar para mim de uma forma que nunca tinha visto antes.

Um silêncio estranho caiu sobre a mesa, como se o ar tivesse mudado de temperatura.

E foi então que ele disse, com uma serenidade assustadora: "Já não consigo esconder isto. Estou apaixonado por ti."

A minha primeira reação foi achar que tinha ouvido mal. Senti o coração a disparar, as mãos a tremer, a garganta a secar.

Foi como se o chão tivesse desaparecido por um segundo.

Ele continuou a falar, como se já tivesse ensaiado aquilo mil vezes: que nunca me falara disto para não destruir nada, que sempre tentou ser fiel à Joana, que lutou contra este sentimento, mas que não aguentava mais viver em silêncio.

Eu não disse quase nada. A única coisa que consegui fazer foi levantar-me, gaguejar que não podia ouvir aquilo, e sair.

Desde então, sinto-me esmagada por esta verdade que não pedi para carregar.

Cada vez que a Joana me manda uma mensagem, cada vez que me liga para perguntar se quero almoçar, sinto um aperto terrível na consciência.

Mas, ao mesmo tempo, não fiz nada. Não incentivei nada. Não escolhi nada disto.

E agora estou presa entre duas dores: contar-lhe e destruir o mundo dela… ou calar-me e destruir-me por dentro.

Ela merece saber? Seria crueldade destruir o casamento dela por algo que eu não retribuo? Não sei qual das opções magoa menos.

 

Os dilemas apresentados nesta rubrica são ficcionais, ainda que baseados em histórias reais. Os textos são elaborados com recurso a Inteligência Artificial.

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