Ela não é a minha namorada. Mas, às vezes, sinto que parece. A nossa ligação é mais viva, mais intensa, mais curiosa do que aquilo que tenho em casa. E isso mata-me por dentro.
Nunca houve toque, nunca houve encontro escondido, nunca houve nada físico. Mas houve confidências. Olhares. Muitos.
Houve partilha de coisas que nunca contei à minha namorada. Houve risos que eu já não dava há muito tempo. Houve aquela sensação estúpida de antecipar a notificação, de procurar o nome dela no ecrã.
E é aqui que a culpa começa. Se não é físico… é traição? Se não aconteceu nada… porque é que me sinto culpado?
A verdade é que estou emocionalmente ligado a alguém que não devia. E, pior, estou desligado da pessoa com quem deveria estar.
Sinto-me encurralado entre o conforto do conhecido e o fascínio do novo.
Se continuar, isto vai escalar. Se cortar agora, vou sentir o peso do vazio.
E a pergunta que mais temo é esta: será que isto revela algo errado nela… ou em mim?
Os dilemas apresentados nesta rubrica são ficcionais, ainda que baseados em histórias reais. Os textos são elaborados com recurso a Inteligência Artificial.
