Basta um segundo, uma notificação que acende no momento errado, uma frase que não parece aquilo que devia ser… e o mundo fica desalinhado.
Foi exatamente assim.
Ela estava na casa de banho. O telemóvel vibrou. Vi no ecrã o nome de um homem que eu não conhecia. Depois, uma frase curta: "Diz-me quando puderes."
O meu estômago deu um nó que ainda hoje não desatei.
Não abri a conversa. Não toquei em nada. Mas aquilo ficou a rodar na minha cabeça como um eco.
Quem era? O que queriam conversar? Por que é que nunca me falou dele?
Nos dias seguintes, comecei a reparar em detalhes que talvez sempre lá estivessem, mas que., de repente, ganham significado: ela mais distante, mais no telefone, mais ausente nas conversas.
Ou sou eu a imaginar tudo? É esse o problema. A dúvida alimenta-se sozinha.
Confrontá-la agora pode ser injusto. Posso parecer paranóico, controlador, inseguro.
Esperar pode ser perigoso, se realmente houver algo.
Estou dividido entre ser racional… e ouvir aquela intuição que me diz que alguma coisa não está certa.
A verdade é que o amor muda quando a dúvida entra. Não é preciso sequer uma traição. Basta a sombra dela.
E eu estou aqui, preso nessa sombra, sem saber se devo iluminar… ou esconder.
Os dilemas apresentados nesta rubrica são ficcionais, ainda que baseados em histórias reais. Os textos são elaborados com recurso a Inteligência Artificial.
