Filha de Vera de Melo faz confissão sobre a mãe: "Não a conhecem como eu"
A propósito do Dia da Mãe, e a convite da SELFIE, Matilde, filha de Vera de Melo, presta uma homenagem à psicóloga. Leia o texto abaixo.
- 3 mai, 11:44
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Para muitos, a Dra. Vera de Melo. Para mim, mãe.
A minha mãe chama-se Vera.
Para muitos, a Vera de Melo, a psicóloga, a escritora, a comentadora.
Mas para mim, é a minha mãe. Quando saímos, é normal alguém a cumprimentar.
Alguém que a reconhece ou que lhe agradece.
Eu fico a ver. E penso muitas vezes que essas pessoas acham que a conhecem.
E talvez conheçam mesmo.
Conhecem a forma como fala, a calma com que explica, a maneira como ajuda tanta gente.
Mas não a conhecem como eu.
Não sabem como é a sua risada quando estamos a ver um filme de comédia juntas, nem como é o seu abraço quando está tudo mal. Não sabem o quanto protege quem ama, nem como percebe coisas que eu ainda nem disse. Não sabem como são as nossas conversas a meio da noite, aquelas em que o mundo parece mais pesado… e, de repente, já não parece tanto.
Cresci com alguém que faz tudo para me preparar para a vida. Para me proteger. E para tentar que eu sofra o menos possível. Ensinou-me a gostar de mim, a não aceitar menos do que mereço, a valorizar-me. Mas ensinou-me, acima de tudo, com o exemplo.
Eu vejo-a todos os dias. Vejo o cansaço. Vejo o esforço. Vejo tudo o que dá aos outros. E, mesmo assim, vejo-a chegar a casa e deitar-se ao meu lado a conversar, como se ainda tivesse tudo para dar.
A minha mãe muda pessoas. Todos os dias. E eu vejo isso no carinho com que falam dela, nas histórias que contam, na forma como a procuram.
Mas, no meio de tudo o que ela é para tanta gente… há uma parte dela que é só minha. A que fica. A que não desiste. A que ama sem medida.
Tenho orgulho em chamá-la de mãe. E sei que o amor, a proteção e tudo o que me ensinou são dos maiores presentes que podia ter recebido.
E, no meio de tudo o que ela é para o mundo… para mim, ela é só o meu lugar seguro.
