De acordo com o site da CNN Portugal, um avião da TAP que partiu na passada sexta-feira, dia 14, do aeroporto de Lisboa em direção a Veneza foi atingido por um raio, após a descolagem.
O voo TP 862 descolou às 13:36 horas, quando se registavam aguaceiros e trovoadas, na sequência da depressão Cláudia. Entretanto, uma hora depois, o avião aterrou em segurança na pista 20 do aeroporto Humberto Delgado. Os passageiros foram transferidos para outra aeronave, que chegou a Veneza por volta das 21:00 horas da passada sexta-feira.
A propósito deste incidente aéreo, a CNN Portugal recuperou um guia originalmente publicado em 2010 e que explica o que acontece quando um raio atinge um avião.
Por exemplo, de acordo com esse documento, que cita a Lightning Technologies, "o último acidente aéreo civil confirmado nos EUA atribuído diretamente a um raio foi em 1967, quando um raio causou uma explosão catastrófica no tanque de combustível".
Desde então, muito mudou na aviação moderna, tal como contou à CNN Portugal William Voss, presidente e diretor executivo da Flight Safety Foundation, um grupo sem fins lucrativos e dedicado à melhoria da segurança da aviação.
Segundo William Voss, é "muito improvável" que um raio provoque a queda de um avião: "Não posso dizer que nada seja impossível, mas de certeza que não devemos ver isso a acontecer. Está muito abaixo na nossa lista de preocupações, mais uma vez porque temos muita experiência neste domínio e os aviões são atingidos por raios todos os dias."
Sendo assim, quando tal acontece, "os danos são visíveis nas pontas das asas ou na cauda", explica William Voss, que acrescenta: "É normalmente uma parte afiada e pontiaguda do avião. Por vezes, veem-se alguns danos nessa parte, que são altamente localizados, e se forem do tamanho do nosso punho, seria espantoso."
