Carolina Patrocínio aceita desafio de David Carreira... e participa em nova música!
David Carreira partilha com a SELFIE o papel que Carolina Patrocínio assume no mais recente single e respetivo videoclipe do cantor, "Alô".
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Dúlio Silva
- 17 abr, 16:40
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Carolina Patrocínio é uma das figuras públicas presentes no recém-lançado videoclipe de David Carreira, "Alô". Mas esta participação não se fica por aqui: a voz da apresentadora surge no próprio tema, como o artista explica numa entrevista concedida à SELFIE.
O que podemos esperar deste tema e do respetivo videoclipe?
É o segundo single do meu décimo álbum. Lançámos o primeiro single, "Multa", no dia 6 de fevereiro. Este primeiro single mostra o início de uma relação amorosa, que é a história que vamos acompanhar ao longo de todo o projeto "Dez". É como se cada single fosse um episódio da história que estamos a contar. Agora, sai "Alô", o segundo single e o segundo episódio desta história.
E que história é agora contada?
A história começou com "Multa", em que podemos ver um relacionamento que chega ao fim. O Gimário Vemba é um dos participantes que entram na minissérie em torno do álbum "Dez". A história de "Alô" acontece numa festa. Acabo por juntar vários amigos para esquecer aquele amor e tentar seguir em frente.
E há novas participações especiais.
Sim. Neste videoclipe, vão surgir personagens novas, outros amigos meus figuras públicas. Cada um vai ter uma personagem diferente para ajudar a contar esta história. O Nelson Évora, o meu irmão, Mickael Carreira, a Carolina Patrocínio...
É um dos artistas portugueses que mais importância dão aos videoclipes e que mais investem neles. Porquê?
Por vir da representação, sempre tive uma ligação muito especial à parte de imagem. Na minha criação, sempre dei muita importância ao facto de haver um videoclipe que acompanhasse a música e que desse a possibilidade de perceber ainda mais a mensagem. Visto que o desafio deste novo álbum era ter uma história que fosse contada do primeiro single até ao último single, mais importante era a parte do vídeo para contar essa história. Sempre dei muita importância à parte do vídeo, porque é a minha maneira de poder ter mais uma forma de as pessoas entrarem no meu universo e de se projetarem mesmo a 100% no universo que estamos a criar. Sendo este o décimo álbum, mais ainda eu queria que toda a gente que fosse acompanhando os singles e o álbum pudesse estar incluída no meu universo e no universo desta história. Por isso é que se torna ainda mais uma prioridade para mim. E é a minha maneira de fazer também diferente neste álbum. Numa era em que já não temos propriamente tempo... Hoje em dia, tudo é muito rápido. Então, a minha fórmula, através deste álbum, é poderem acompanhar vários tipos de conteúdos. Alguns mais duradouros e outros mais curtos, em que se consegue acompanhar e estar a par da história e saber o que está a acontecer. E até poderem fazer parte dos fãs que me ajudam a criar esta história.
Como assim?
À medida que vou lançando os singles, vou dando a possibilidade aos fãs que têm o meu contacto telefónico de sugerir ideias. Por exemplo, a primeira música acabou comigo sozinho no carro, a caminho de um sítio. E os fãs foram sugerindo várias ideias: "Poderias criar uma festa para esquecer aquele amor e tentar seguir em frente." Essas ideias ajudaram-me, então, a criar o guião deste segundo videoclipe.
Em relação ao álbum "Dez", como foi o processo de criação? Teve logo a ideia de contar uma história em vários capítulos ou só mais parte teve a perceção de que poderia ser interessante que este álbum resultasse neste conjunto de videoclipes?
Este álbum está em constante criação. Já tenho grande parte do álbum escrito, composto, produzido... O álbum vai sair no final do ano, mas está em constante criação, porque, à medida que vou lançando os singles, acabo por perceber quais são as personagens que os fãs preferem. E isso ajuda-me a criar os próximos videoclipes. Ajuda-me também a criar as próximas músicas. Por isso é que digo que está em constante evolução. Não lançando já o álbum na sua totalidade e ir lançando singles, consigo perceber quais são as personagens que as pessoas preferem, qual é a direção da história que os fãs também estão a preferir...
É quase como uma novela.
Consigo aproximar-me de uma estética mais de série. Mas, na escrita, consigo escrever como se escreve nas novelas: à medida que as pessoas vão acompanhando a história, consigo mudar a direção da história em certos aspetos, sabendo que a base da história já está criada.
Porque se chama "Alô"?
Em "Multa", acabo o relacionamento e acabo por assumir a culpa. "Alô" é como se fosse uma chamada para esse antigo amor, em que eu lhe digo "'Bora estarmos juntos mais uma vez". Para ver se há alguma chance de isto ir para a frente e de continuar. Resultado: ela não aparece na festa e acabo por, se calhar, encontrar outro amor na história...
Ao longo destes singles, vai ter outras colaborações?
Sim, várias colaborações. Além das figuras públicas. A Carolina Patrocínio, além de entrar no videoclipe, vai ter a voz dela presente na música. Em algumas músicas, como é o caso da Carolina Patrocínio em "Alô", figuras públicas podem estar presentes na música além do vídeo. Noutras músicas, artistas internacionais e nacionais, além de entrarem no videoclipe, estão na própria música.
Neste momento, está mais dedicado ao álbum em si. Já tem saudades dos palcos portugueses ou ainda não houve tempo para isso?
Já tenho muitas saudades dos palcos! Para mim, era essencial conseguir ter esta pausa dos palcos para poder dedicar-me a 100% a este álbum. A minha estratégia era essa mesmo: poder ter mais tempo em estúdio e mais tempo com a família. Poder viver mais... Porque senti que era importante, para mim, ter mais tempo para viver. Foram 15 anos consecutivos, com nove álbuns, possivelmente cinco novelas, vários projetos como apresentador na televisão... Senti que, para este décimo álbum, precisava de um ano para poder viver e para, além de viver, poder pegar nessas vivências e escrever. Então, apesar de ter muitas saudades e de querer estar em cima de um palco... Custa-me saber que, este verão, não vou ter concertos. Não vou estar em Portugal a cantar. Apesar de não poder estar com o público no verão e cantar para eles, vou poder fazê-lo através das plataformas de música. Vão poder ouvir-me mais na televisão.. E, possivelmente, poderei regressar à representação.
Há esse desejo, pelo menos.
Sim, tenho esse desejo. O facto de não estar em digressão também me dá mais tempo para estar mais em televisão.
Veja, agora, na galeria que preparámos para si, as imagens dos bastidores do novo videoclipe de David Carreira.
