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Da Weasel no festival O Sol da Caparica: "Vai ser um espetáculo completamente diferente"

Pela primeira vez no festival O Sol da Caparica, os Da Weasel estão de regresso à cidade que os viu nascer para um concerto memorável.

Da Weasel- O Sol da Caparica
Da Weasel- O Sol da Caparica

É o regresso mais aguardado desta edição d' O Sol da Caparica. Os Da Weasel, filhos de Almada, vão subir pela primeira vez ao palco do festival que se realiza no coração da cidade e prometem tornar este momento verdadeiramente inesquecível.

"É uma estreia absoluta. Estamos numa ansiedade fora do normal, porque vamos tocar em casa e a responsabilidade é acrescida. Vão estar cá os nossos vizinhos, a nossa família, os nossos amigos", confessou João Nobre (Jay-Jay Neige), na apresentação oficial da 10.ª edição do evento.

Embora os Da Weasel já tenham pisado os principais palcos do país, a verdade é que este concerto será único para banda, que tinha anunciado o fim em 2010, após 17 anos de carreira. Não apenas pelo simbolismo de voltarem à cidade onde cresceram, mas também pelas surpresas guardadas para o alinhamento.

"Vamos trazer coisas old school que as pessoas não ouvem há bastante tempo. É um exercício que nos está a dar um gozo tremendo, porque fomos ao baú buscar temas que, desde o nosso retorno e, se calhar, muito antes da nossa pausa, já não andávamos a tocar. Por isso, é com grande entusiasmo que temos feito esta caminhada dos ensaios e é com grande expetativa para ver as reações, sobretudo da malta old school, quando tocarmos aqueles temas que, se calhar, não ouvem há muito tempo", acrescentou o músico.

Mais do que revisitar clássicos, a banda preparou um concerto inteiramente novo, como desvendou João Nobre (Jay-Jay Neige): "Vamos trazer um espetáculo completamente diferente em termos cénicos, em termos de luz, desenho de luz... Toda a estrutura que estamos a trazer este ano foi desenhada de raiz, do zero. Vai ser um espetáculo completamente diferente dos que a malta viu neste regresso. Seguramente, vai ser um momento muito especial e, se calhar, um dos mais especiais, sendo nós de Almada, sendo nós filhos de Almada. Vai ser um momento muito alto e, por isso, está a provocar aqui grande ansiedade e borboletas no estômago."

O mesmo sentimento é partilhado por Carlos Nobre (Pacman/Carlão), que destacou a afinidade com o evento: "Era quase inevitável virmos aqui tocar, por todas as razões óbvias. Para além desse grande pormenor que é ser realizado onde é - na Costa da Caparica, em Almada - o festival O Sol da Caparica também tem algo que nos diz muito que é o facto de privilegiar a música portuguesa e da lusofonia e mostrar que é possível fazer um festival desta dimensão, durante quatro dias, só com bandas e artistas portugueses ou lusófonos. É um festival super familiar, muito completo, em que uma pessoa se sente em casa, sobretudo nós - os Da Weasel nasceram em Almada, viveram em Almada... Temos uma ligação muito forte com Almada, ensaiamos aqui, fazemos grande parte da nossa vida aqui. O festival O Sol da Caparica é um festival completamente diferente de todos os outros. Já estivemos cá várias vezes enquanto espectadores. É um festival muito importante e muito relevante para nós. E os bilhetes têm um preço muito mais justo e humanista do que aquilo que acontece na maior parte dos festivais em Portugal, cujo preço dos bilhetes é um exagero e é incomportável para quem tem família. Hoje em dia, não é fácil ir com a família a um festival, mas O Sol da Caparica é acessível. Portanto, por essas razões todas, estamos muito felizes de estar aqui."

À SELFIE, os Da Weasel falaram também da emoção de atuarem para o público mais jovem do festival O Sol da Caparica, que talvez nunca os tenha visto ao vivo.

"Para nós, é sempre um prazer tocar ao vivo e é super satisfatório quando a nossa música começa a ecoar para outro público mais novo. Ficamos super felizes quando vemos miúdos com menos de 10 anos a cantarem o 'Retratamento' de trás para a frente. É uma alegria imensa! Vai ser muito prazeroso poder partilhar o palco, aliás, é sempre prazeroso partilhar o palco com outros artistas e poder tocar para um público vasto, não interessa quem o é, mas, sim, quem nos ouve", sublinhou Bruno Silva (Virgul).

Sobre o futuro da banda, foram cautelosos, mas deixaram a porta entreaberta. "O que temos feito desde que voltámos foi não traçarmos objetivos para lá destes concertos que temos vindo a fazer, com conta, peso e medida. Fazemos pouco concertos e concentramo-nos sempre neles. Na verdade, isto tem consumido, no bom sentido, muita da nossa energia e temos estado focados estritamente nestes concertos. Neste momento, honestamente, não há previsão para lançarmos novas músicas, mas nunca se sabe", afirmou Carlos Nobre (Pacman/Carlão).

Questionado pela SELFIE sobre se vão continuar a dar concertos, o músico prontamente respondeu: "Vamos fazer estes três concertos e, depois, logo se vê."

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