"SELFIE, entre o que conta e o que não se conta", por Cátia Soares
Os dias de aniversário nunca são fáceis para mim. Não são só celebração. São retrospetiva. São aquele momento inevitável em que voltamos atrás, quase sem querer, e começamos a fazer contas às escolhas, aos caminhos, ao que ficou e ao que ainda falta.
- 24 abr, 17:13
Os famosos contam tudo: "Foi na SELFIE que..."
A SELFIE celebra 9 anos!
A equipa da SELFIE entrou na trend: "Ouvimos, mas não julgamos!"
A SELFIE faz anos e recebe carinho dos seus colaboradores!
E, no meio disso tudo, há sempre memórias que regressam sem aviso. Umas muito boas. Outras mais difíceis. Todas importantes.
Este ano não é diferente. A SELFIE faz 9 anos. E, por muito que tente não transformar tudo num balanço, há histórias que não dá para não sentir.
Há 9 anos, começámos um projeto. Hoje, sei que começámos muito mais do que isso. Começámos uma relação. Com pessoas. Com histórias. Com um mundo que, na altura, não imaginávamos que iria mudar tanto.
Mas continuo exatamente no mesmo sítio onde comecei: a querer ouvir. Sempre fui assim. Apaixonada por histórias. Por pessoas. Por conversas que começam sem pressa e acabam por dizer mais do que aquilo que se planeava. Gosto de ouvir o que está para além da resposta. Gosto de perceber o que não é dito. Gosto do silêncio entre as palavras. E talvez tenha sido isso que, sem eu perceber, acabou por definir um bocadinho aquilo que é a SELFIE.
Ao longo destes anos, falámos com muitas pessoas. E há uma coisa que me dizem, muitas vezes, e que guardo sempre com muito carinho: que confiam, que se sentem seguras.
Isso nunca foi um plano. É uma forma de estar. Minha e da equipa. Constrói-se aos poucos. Na consistência. Na forma como se responde. Na forma como se ouve. E, às vezes, até na forma como se respeita o silêncio.
Nestes 9 anos, a SELFIE cresceu. Mas eu também. Percebi que cuidar é diferente de gerir. Que estar presente é mais importante do que estar sempre disponível. Que há uma diferença enorme entre fazer crescer… e acompanhar o crescimento. E que crescer também é perceber o que realmente importa.
