Os famosos não precisam de nós? E agora?
Nove anos não é um número redondo. Não fecha ciclos, não pede festa, não traz aquela sensação confortável de missão cumprida.
- 29 abr, 16:00
Os famosos contam tudo: "Foi na SELFIE que..."
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Nove anos é… um quase. Quase dez. Quase uma década. Quase aquele lugar onde já podíamos dizer "cheguei e deu certo", mas ainda com aquele impulso bom de querer continuar a provar que somos capazes de fazer melhor. De quem sabe que ainda está a construir.
Quando lançámos a SELFIE, em 2017, o mundo dos famosos era outro. Se a lançássemos hoje, ela seria igual? Provavelmente, não.
"Nove anos é… um quase. Mas ainda com aquele impulso bom de querer continuar a provar que somos capazes de fazer melhor."
Basta olharmos para os "dinossauros" da dita imprensa cor de rosa em Portugal, que nasceram há 20, 30, 40, 50 anos. Uns tornaram-se mais digitais, outros acabaram por ficar pelo caminho... A própria SELFIE sente diariamente a responsabilidade de se reinventar.
Longe vai o tempo em que os famosos ainda precisavam mais da imprensa do que a imprensa deles. Em que as capas de revista ainda decidiam o que era importante. Em que uma entrevista tinha peso e tempo. Em que os exclusivos valiam ouro.
Nessa altura, ninguém imaginava que um story pudesse vir a valer tanto como um comunicado. Que um post pudesse substituir uma entrevista. Que um vídeo de 30 segundos pudesse ter tanto impacto quanto uma capa.
"Os famosos falam quando querem, como querem, onde querem e, acima de tudo, com quem querem."
Hoje, vemos as figuras públicas quase como meios de comunicação numa lógica editorial: criam o storytelling, lançam capítulos da sua vida, testam as reações do público em tempo real. Não aparecem só quando há notícia. Criam as próprias notícias, com narrativa e estratégias próprias. Controlam o que mostram e protegem ainda melhor aquilo que não querem que se veja.
A relação com a imprensa é, agora, mais controlada e mais defensiva. Os famosos falam quando querem, como querem, onde querem e, acima de tudo, com quem querem.
Se antes o desafio era descobrir, hoje o desafio é perceber. Se antes era chegar primeiro, hoje é chegar mais fundo. E há uma frase que surgiu recentemente numa entrevista com o ator Diogo Morgado e que, para mim, resume tudo isto: "É muito mais interessante o lado pessoal do que os factos." Porque os factos informam, mas é o lado pessoal que liga. É isso que fica. É isso que toca as pessoas.
"É muito mais interessante o lado pessoal do que os factos. Porque os factos informam, mas é o lado pessoal que liga."
As redações, cada vez mais pequenas, passaram a ter de cobrir um universo maior e mais instável, assistindo todos os dias à explosão de novos perfis e tendo de dar atenção a todas as microfamas. O desafio é fazê-lo sem perder credibilidade e com duas coisas que não aparecem nos relatórios: consistência e compromisso.
Até porque, agora, a relevância vem com partilhas, comentários, reações. Mede-se em tempo real. Mas o algoritmo pode mudar as regras do jogo de um dia para o outro.
Ao mesmo tempo, os leitores também mudaram. Consomem mais rápido, decidem mais depressa e são menos fieis. Não navegam por marcas, navegam por interesse. Clicam porque o conteúdo é bom, porque o título lhes fala, porque o tema lhes interessa. São apenas fieis àquilo que sentem quando leem.
"Não navegam por marcas, navegam por interesse. Clicam porque o conteúdo é bom, porque o título lhes fala, porque o tema lhes interessa."
Há, no entanto, uma coisa que não mudou. Os famosos sabem quem somos. Confiam, falam connosco, escolhem-nos. Num mundo em que já não precisam de ninguém para falar, isso diz muito. Porque, quando aceitam estar na SELFIE, não é por falta de alternativa. Mas também não é por acaso.
Nunca foi um plano, mas é uma forma de estar, que construímos ao longo dos anos. Na consistência. Na forma como se responde. Na forma como se ouve. E, às vezes, até na forma como se respeita o silêncio.
Por isso, os famosos procuram na SELFIE um lugar onde possam ser mais do que aquilo que mostram nas redes. Onde possam dizer o que não cabe num post. Onde possam existir para lá da imagem.
"Os famosos confiam em nós, escolhem-nos. Num mundo em que já não precisam de ninguém para falar, isso diz muito."
Sabem que não somos uma armadilha. Que não somos só título, nem só clique. E isso é uma responsabilidade, mas também um sinal de maturidade do projeto.
É também por isso que a SELFIE não é só uma plataforma. É uma relação. Porque, mesmo quando o contexto mudou, não deixou de estar presente. Não deixou de ouvir. Não deixou de contar.
"Sabem que não somos uma armadilha. Que não somos só título, nem só clique."
Não controlamos tudo, mas não deixamos de controlar aquilo que somos, por isso, a SELFIE não está lá só quando convém. Acompanha de perto, lembra-se. Em público e em privado.
Nestes 9 (quase 10!) anos, crescemos em site e nas redes, reforçámos presença, dominámos a conversa. E isso não foi sorte. Foi consistência. Com erros, com tentativas, com escolhas difíceis.
"Não controlamos tudo, mas não deixamos de controlar aquilo que somos, por isso, a SELFIE não é só uma plataforma. É uma relação. E isso não foi sorte. Foi consistência."
2026 não é sobre fazer mais. É sobre fazer melhor. Com mais foco, mais critério, mais clareza. Menos dependência do algoritmo. Mais inteligência... humana e artificial.
A IA pode, de facto, ajudar-nos a otimizar muitas tarefas, mas o tempo que ganhamos com a tecnologia tem de ser investido naquilo que a tecnologia não consegue substituir: o olhar, o critério, a empatia.
"O tempo que ganhamos com a tecnologia tem de ser investido naquilo que a tecnologia não consegue substituir: o olhar, o critério, a empatia."
O mundo mudou. E isso muda tudo. Mas há uma coisa que continua igual desde o primeiro dia: a SELFIE não é só sobre os famosos. É sobre as pessoas. Sobre o que sentem, sobre o que escondem, sobre o que precisam de dizer, mesmo quando não sabem como.
Nove anos não é um fim. É um quase. E, às vezes, é no quase que se constrói o que vem a seguir.
