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Em África, Cristina Ferreira vive coincidência marcante: "Longe de imaginar"

Recorrendo ao Instagram, a apresentadora Cristina Ferreira partilhou uma marcante coincidência.

É esta sexta-feira, dia 11, que se estreia a série "Mulheres, às Armas", na TVI, uma ideia de Cristina Ferreira, que, neste momento, se encontra de férias na Tanzânia, África.

No Instagram, a apresentadora, de 47 anos, destacou essa coincidência. "A vida é muito curiosa. Quando tive a ideia para a série 'Mulheres, às Armas', que estreia hoje, estava longe de imaginar que estaria, precisamente hoje, em África. O meu pai esteve na guerra em África. O filho mais novo da minha avó Gerturdes embarcou para o combate com pouco mais de 20 anos. Profundamente triste, a minha avó, vestiu-se de negro, um luto que durou até ao seu regresso, e foi buscar a minha mãe para, juntas, viverem a dor e a saudade. Vi, dezenas de vezes, as fotos que guardam essa memória. Estão, ainda hoje, numa gaveta da sala dos meus pais. Ao lado, as cartas. Cartas de um amor marcado pela ausência, pela incerteza, pelo medo e, às vezes, o desespero de não receber resposta", começou por recordar Cristina Ferreira.

"No dia em que voltou, corria o mês de dezembro de 1975, foram esperar, todos os da família, o António, que vinha no navio. A minha tia Maria foi o primeiro a vê-lo. Ele, que não tinha avisado ninguém que vinha (nunca gostou de surpresas), tinha todos à espera. Todas as histórias me foram contadas pelas mulheres da família. As emoções eram delas. E em cada casa há uma memória desse tempo em que o meu pai esteve na guerra. A prima Alda, que no dia do casamento só tinha uma foto do meu pai. O quadro trazido de Angola na sala da tia Quitas. Um só homem a cruzar as histórias de tantos", acrescentou.

De seguida, Cristina Ferreira assinalou: "Até hoje, o meu pai nunca falou muito da guerra. A não ser dos companheiros. Nunca mais saiu do país. E não lhe conheço, verdadeiramente, as marcas que ficaram. Mas sei das emoções delas. As que ficaram."

"Foi esta a história que contei à Filipa Martins, a autora da série. Disse-lhe: 'Esta é a minha história, quero que sejas tu a contar as histórias das mulheres que enfrentaram outra guerra cá. Está a minha mãe, a minha avó, a mãe dela, a tua avó, a tua mãe, uma geração inteira.' A Patrícia Sequeira é a incrível diretora de projeto, a única realizadora que, eu sabia, podia sentir esta história. Hoje estreia. Estreia uma obra de vida. A arte é das mulheres que 'combateram' a saudade, o medo e a desigualdade. Passaram 50 anos. A luta continua. Esta é a história de todos. Do que somos", rematou.

Veja, agora, algumas das melhores imagens de Cristina Ferreira na galeria de fotografias que preparámos para si.

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