Reviravolta na Indonésia: enfermeira homicida pode não vir a ser deportada
Mariana Fonseca foi condenada a uma pena de 23 anos pelo homicídio de Diogo Gonçalves.
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Ana Albernaz
- 10 mar, 19:42
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Mariana Fonseca, a enfermeira condenada a 23 anos de cadeia pelo assassinato de Diogo Gonçalves, em 2020, no Algarve, foi detida na Indonésia, segundo informou a Polícia Judiciária em comunicado divulgado na passada sexta-feira.
A mulher de 29 anos, que estava em fuga desde o ano passado após a sentença ter transitado em julgado e terem sido emitidos mandados de detenção, foi apanhada pelas autoridades no café onde trabalhava há meses.
No mesmo comunicado, a Polícia Judiciária explicava que estava "a tratar dos procedimentos legais tendo em vista a sua extradição para Portugal a fim de cumprir a pena de prisão decretada pelos tribunais portugueses".
Só que, agora, segundo noticia o Correio da Manhã há uma reviravolta no processo: a ex-enfermeira estava legalizada no país asiático, um detalhe burocrático que deita por terra a hipótese de um processo de deportação rápido e direto.
Mariana Fonseca será agora presente a um juiz local para responder pelo mandado de homicídio internacional que pende sobre si, o que obriga à abertura de um processo de extradição formal.
Recorde-se que o crime foi cometido por Mariana Fonseca com a namorada da altura, Maria Malveiro, que mais tarde se veio a suicidar na cadeia. As duas mataram Diogo Gonçalves, no Algarve, em 2020. O jovem informático, que tinha 21 anos, foi drogado e asfixiado, para lhe roubarem 70 mil euros que tinha recebido de herança.
O corpo de Diogo Gonçalves foi esquartejado pelas duas mulheres, tendo havido partes do cadáver que nunca foram recuperadas.
Inicialmente, Mariana Fonseca tinha sido absolvida do crime pelo Tribunal de Portimão, mas a Relação de Évora condenou-a à pena máxima de 25 anos. O Supremo viria a confirmar a decisão anterior, mas reduziu a pena para 23 anos.
Veja, agora, o vídeo do momento da detenção.
