Pai do adolescente que matou a mãe terá incentivado filho a agredi-la: há vídeos e áudios que podem ser decisivos
Novos elementos estão a surgir no caso que chocou Oeiras. A TVI teve acesso a gravações nas quais a vítima relatava alegadas agressões e afirmava que o pai do adolescente já teria incentivado o filho a atacá-la.
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Ana Albernaz
- 20 ago, 14:30
Pai do jovem de 15 anos que matou a mãe já teria incentivado adolescente a agredi-la: TVI teve acesso a vídeos e áudios da vítima
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O caso do jovem de 15 anos que matou a mãe, em Oeiras, ganha novos contornos. Segundo informações divulgadas pela TVI, existem vídeos e áudios gravados pela própria vítima que poderão ajudar a perceber o contexto de violência vivido no seio daquela família.
De acordo com a estação, a mulher terá relatado nas gravações que o ex-companheiro, pai do adolescente, já teria incentivado o filho a agredi-la.
A família tinha, entretanto, passado por uma casa-abrigo, numa tentativa de garantir proteção. Contudo, segundo os novos dados, o adolescente terá comunicado ao pai a localização onde se encontravam, o que terá permitido que o homem chegasse até à mãe e a agredisse violentamente.
O pai do jovem encontra-se detido no âmbito de um processo relacionado com violência doméstica. A história familiar já era conhecida das autoridades e existiam alertas anteriores sobre a situação vivida pelos menores.
O adolescente de 15 anos já tinha procurado ajuda e, segundo informações anteriormente divulgadas, familiares paternos tinham apresentado denúncias às autoridades portuguesas e brasileiras, relatando problemas no ambiente familiar.
A PSP confirmou que tinha intervindo em várias ocorrências relacionadas com a família e que foram elaborados os respetivos expedientes e comunicadas as situações às entidades competentes. As autoridades referiram ainda que os vídeos e áudios enviados pelo jovem a familiares foram analisados no âmbito do acompanhamento da família.
O caso acabou por culminar na morte da mãe, uma mulher brasileira de 33 anos. O adolescente confessou às autoridades ter cometido o homicídio e encontra-se abrangido pelo regime tutelar educativo, uma vez que em Portugal a responsabilidade penal começa aos 16 anos. A irmã do adolescente, de quatro anos, encontra-se sob proteção das autoridades.
