Deixou filho de 3 anos aos cuidados da irmã adolescente e desapareceu: mãe já foi localizada
Mãe que estava desaparecida após deixar filhos de 3 e 15 anos em Braga já foi localizada.
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Ana Albernaz
- 19 ago, 20:32
"Sozinha, desorientada e assustada": o relato sobre a criança que foi encontrada sozinha em plena madrugada em Braga
Criança abandonada em Braga. "Dar esta notícia muitas vezes tem um efeito preventivo muito grande"
"Gostaria que a expressão 'menor' fosse retirada destes nossos debates. É uma expressão que nos remete para alguém com estatuto inferior"
Mãe deixa filho de 3 anos aos cuidados da irmã de 15. Menores estão há 5 dias sozinhos e não se sabe do paradeiro da mãe
A mãe do menino de três anos que foi encontrado sozinho a chorar no hall de um prédio, em Braga, já foi localizada pela PSP. A mulher, de nacionalidade cabo-verdiana, terá sido ouvida pelas autoridades e foi constituída arguida.
A criança foi encontrada na madrugada desta quarta-feira, 19 de agosto, depois de os vizinhos darem o alerta, por volta das 04:30 horas. Quando chegaram ao local, os agentes da PSP encontraram o menino sozinho, com a porta da habitação aberta e sem qualquer adulto no interior.
O menor foi levado para o Hospital de Braga para ser observado.
Pouco depois, uma adolescente de 15 anos apareceu no local e explicou às autoridades que estava responsável pelo irmão mais novo. A jovem contou que tinha saído de casa para tentar comprar comida para o menino, mas que a bomba de gasolina onde se dirigiu estava fechada.
Foi então que revelou que a mãe estava ausente desde sábado, 15 de agosto, mantendo apenas contacto com os filhos através do WhatsApp.
Sabe-se agora que a menina terá sido responsável por alimentar e cuidar do irmão de três anos durante estes últimos dias.
A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) confirmou entretanto que os dois irmãos vão permanecer juntos e serão encaminhados para uma instituição de acolhimento.
O caso ganha ainda contornos mais delicados devido ao historial familiar. O pai das crianças morreu na prisão e era alvo de uma queixa por violência doméstica apresentada pela mãe dos menores. Esse processo encontrava-se ainda em curso, embora o homem estivesse detido no âmbito de outro processo, cujo motivo não foi divulgado.
A mãe das crianças foi constituída arguida.
