Chef que matou o amante na Tailândia pode sair da prisão perpétua? Há uma decisão secreta que pode mudar tudo no caso que chocou o mundo
Quase dois anos depois da condenação pelo homicídio de Edwin Arrieta, o filho do ator espanhol Rodolfo Sancho aguarda agora a decisão do Tribunal de Recurso. A sentença já terá sido redigida.
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Ana Albernaz
- 23 ago, 19:53
Lembra-se de Daniel Sancho, o chef espanhol que chocou o mundo depois de ter sido condenado a prisão perpétua na Tailândia pelo homicídio do médico colombiano Edwin Arrieta?
O caso, que durante meses ocupou as manchetes internacionais, poderá estar prestes a conhecer um novo capítulo. A defesa do jovem recorreu da sentença e, segundo a imprensa espanhola, a decisão do Tribunal de Recurso de Phuket já estará redigida.
A confirmação foi dada por Marcos García-Montes, membro da equipa de defesa de Daniel Sancho. De acordo com o advogado, a sentença foi enviada há cerca de dez dias para o Tribunal Provincial de Samui, que terá agora de proceder à sua leitura.
No entanto, ainda não existe uma data marcada para a leitura da decisão.
O recurso poderá ser decisivo para o futuro do chef espanhol, que permanece detido na Tailândia. Entre os vários cenários possíveis está a manutenção da pena de prisão perpétua, mas o tribunal poderá também decidir reduzi-la. Já a defesa de Daniel Sancho pretende, contudo, ir mais longe e tem como principal objetivo conseguir uma repetição do julgamento.
Recorde-se que Daniel Sancho foi condenado pela morte de Edwin Arrieta, médico colombiano com quem mantinha uma relação. O crime aconteceu em agosto de 2023, quando os dois se encontravam na ilha de Koh Phangan, na Tailândia.
Sancho tinha então 29 anos e encontrava-se no país para realizar atividades relacionadas com a cozinha. Arrieta teria viajado para a Tailândia para se encontrar com o jovem.
Depois do desaparecimento do médico, as autoridades tailandesas iniciaram uma investigação que rapidamente apontou para o chef espanhol.
Daniel acabou por confessar o crime e conduziu as autoridades a vários locais onde tinham sido escondidos restos mortais da vítima.
Em tribunal, a defesa tentou sustentar que a morte tinha ocorrido durante uma discussão e que Sancho não teria planeado matar Arrieta. A Justiça tailandesa acabou, contudo, por considerar Daniel culpado e condenou-o a prisão perpétua.
