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Cláudio Ramos fala sobre recomeço: "A saudade é, muitas vezes, muito tempo"

Nas redes sociais, Cláudio Ramos fez uma sentida reflexão.

Cláudio Ramos resolveu refletir sobre o mês de setembro, que começa esta segunda-feira, nas redes sociais.

"Hoje é o primeiro dia de setembro e setembro sabe a recomeço. Não é só o recomeço que me ficou do tempo de escola, da feira de São Mateus na minha cidade, das primeiras meias nos pés, do primeiro chá quente depois do verão, dos livros grandes, dos bons filmes, da manta de regresso à sala, dos dias que encurtam na claridade, é a volta de qualquer coisa", começou por escrever o apresentador.

"Qualquer coisa que chega outra vez, porque as rotinas voltam. Eu sou dos que gosta de rotinas. De ver gente no mesmo lugar à mesma hora. Comprar no mesmo lugar as mesmas coisas. Ver as mesmas coisas nos mesmos sítios. Sentir os cheiros de setembro. As roupas de setembro. O desejo e a renovação de setembro. Renovação, porque rotina não significa necessariamente a mesma coisa. Podemos fazer a mesma coisa, no mesmo lugar, até com as mesmas pessoas, mas com espírito diferente, sentir diferente, imaginar diferente, querer diferente. Setembro sabe-me a isso. E lembra-me a saudade. Se setembro não se chamasse setembro, poderia ser saudade. Ficaria junho, julho, agosto, saudade, outubro… e por aí fora, até ser saudade outra vez. A saudade é, muitas vezes, muito tempo", continuou.

Cláudio Ramos referiu, ainda, que "o tempo tem graça", dependendo "de quem o usa".

"Eu corto o cabelo a cada dois meses. Como gelado de oito em oito dias. Como todas as manhãs o mesmo. Vou ao dentista de seis em seis meses. Ao osteopata de duas em duas semanas. Ao supermercado todos os sábados. À piscina a cada verão. Gosto das minhas mãos há 30 anos. Vou ao camarim quase todos os dias. Uma despedida não tem tempo. Deixei de comer pele de tomate há uns dias. O filme do Diogo Morgado estreou-se no tempo certo. Descubro séries novas todos os fins semanas. Como hambúrguer de vez em quando. Treino quatro dias por semana. Uso ténis novos a cada estação do ano. Fotografo-me ao espelho sempre que tenho tempo. Quem me dera passar mais tempo numa esplanada", confidenciou.

"Já pensaram? Mesmo que não traga mais nada, setembro traz as primeiras chuvas com cheiro a frio e as chuvas são fundamentais para qualquer recomeço. São raras as plantas que nascem sem terra molhada. A renovação faz-se da molha. Com a alma, acontece a mesma coisa", rematou o apresentador.

Veja, agora, a publicação.

 

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