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Indignado, Cláudio de Castro: "Estava a digerir o horror, a violência, a impotência"

No Instagram, Cláudio de Castro mostrou-se revoltado com um acontecimento recente que marcou a vida do ator.

Ele está a chegar a "Morangos com Açúcar": eis as imagens de Cláudio de Castro que vai querer ver!

"Demorei, demorei porque estava a digerir o horror, a violência, a impotência. Hesitei, e demorei a escrever algo, simplesmente porque o choque, a raiva e a incompreensão me fizeram hesitar": foi desta forma que Cláudio de Castro começou por se manifestar, no Instagram, através de uma "nota de repúdio", acerca da agressão de que o ator Adérito Lopes foi alvo na passada semana.

"Há em mim uma profunda necessidade de entender como é que, em pleno 2025, depois de tudo o que sabemos, ainda somos confrontados com barbáries e monstruosidades destas", continuou o ator, relatando: "No passado 10 de junho, o ator Adérito Lopes, meu colega e amigo, foi brutalmente agredido por um grupo de neonazis."

"Este ataque não é um caso isolado.É um sintoma profundo e perigoso do crescimento da intolerância, do extremismo, da violência ideológica, do ódio", afirmou Cláudio de Castro, revelando que aos 15 anos se estreou profissionalmente no Teatro A Barraca, onde conheceu Adérito Lopes: "Durante quatro anos, crescemos lado a lado, em cena, fora dela, e, sim, desta vez, foi com o Adérito Lopes, um ator, um criador, brutalmente agredido e porquê? Por representar precisamente aquilo que os extremismos mais temem e odeiam. A Liberdade, a Arte e o pensamento crítico."

"É urgente dizermos, de forma clara, que não há mesmo espaço nenhum para ódio, racismo ou fascismo na nossa sociedade. É urgente o Amor! O ódio não escolhe alvos, o ódio quer e procura apenas silenciar mais vozes. E que pena que a Arte resiste não é? Que pena para esses que odeiam e agridem, que a nossa memória coletiva seja sempre mais forte do que o medo, do que o terror", continuou o ator da novela da estação de Queluz de Baixo, "A Fazenda".

"Este ataque é apenas um reflexo do que está a infiltrar-se pelas margens da nossa sociedade. Por isso, não basta indignarmo-nos, é preciso agir, expor, proteger, lembrar, resistir, sempre. Não estamos sós. E muito menos estamos calados. Jamais estaremos calados. A Barraca foi o meu primeiro Teatro, a minha primeira casa, e foi também ali, naquele lugar que aprendi algo muito importante: a Arte nunca recua perante o medo, jamais", sublinhou Cláudio de Castro, antes de frisar: "Neste momento difícil, o meu pensamento está inteiramente com o Adérito Lopes e com toda a equipa do Teatro A Barraca, vítimas de um crime violento e hediondo, a 10 de junho de 2025, frente ao Teatro Cinearte, em Lisboa."

 

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