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"Apagaram-se as luzes e soou o alarme": sobrevivente recorda trágico voo da Chapecoense

O trágico acidente que envolveu a equipa brasileira da Chapecoense aconteceu há precisamente nove anos.

Este sábado, dia 29, completam-se nove anos da tragédia aérea que vitimou 71 elementos da comitiva da Chapecoense, equipa brasileira que se encontrava a viajar para a Colômbia, para disputar uma final, quando o avião caiu. Apenas seis pessoas sobreviveram.

Alan Ruschel - um dos três futebolistas que não morreram (eram 22 jogadores no total) -, reviveu o fatídico dia, em entrevista ao jornal espanhol Marca.

"Lembro-me de tudo até ao momento do impacto. Recordo-me que o piloto avisou que íamos aterrar, demos uma volta, outra volta e nada... não aterrámos. De repente, numa dessas voltas, apagaram-se todas as luzes do avião, ficou tudo em silêncio. Ninguém gritou, não houve pânico, apenas a sensação 'o que é que está a acontecer?'. Depois, houve uma turbulência muito forte, soou o alarme dentro do avião... e depois não me lembro de mais nada. Suponho que tenha sido o momento do impacto", começou por dizer o atleta, que atualmente joga no Esporte Clube Juventude.

Alan Ruschel foi transportado para o hospital, onde permaneceu em coma durante nove dias, Quando acordou, ainda sem saber nada sobre o que efetivamente tinha acontecido, o futebolista não parava de perguntar pelos colegas de equipa.

"Ninguém me queria dizer nada. Tinham avisado os médicos para só me dizerem quando chegasse um psicólogo. Fisicamente, eu estava a evoluir, cada dia melhor, mas quando me contaram o que se tinha passado fiquei bloqueado, sem reação. Foi um choque muito grande", rematou o brasileiro.

 

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