Fanny Rodrigues chora a morte da avó Julieta e, no Instagram, a apresentadora, de 32 anos, deixou uma emotiva mensagem, a propósito deste falecimento.
"Nas minhas últimas 48 horas, parei no tempo. O meu interior e a minha mente pararam. Dei por mim mergulhada nas minhas memórias de infância. Consegui recuar ao ano em que nasci, 1991, através de fotos. Fui ao ano de 1995, 1998, 2000… Que viagem… Até me lembrar realmente de ser gente.
Do que fiz, do que vivi e, acima de tudo, do que senti! E ainda sinto!", começou por exclamar Fanny Rodrigues na legenda de uma fotografia antiga, na qual surge com a familiar.
De seguida, a comunicadora enumerou algumas boas recordações: "Lembro-me exatamente do cheiro da cozinha da minha avó! Lembro-me de quando chegávamos da Suíça, prontos para passar férias, e eu toda apressada, porque queria ir ter com a minha avó para irmos ao Carioca comprar os soutiens. Lembro-me de entrarmos na mercearia e de a minha avó perguntar o que eu queria que ela levasse e de vê-la a pedir para meterem na conta. Lembro-me de 'gozarmos' com ela, pela forma como conduzia, com o peito chegado ao volante e muito direitinha. Incrível, levava tudo na brincadeira e eram raras as vezes em que afinava… Lembro-me das nossas idas para a piscina do Furadouro. Mas, acima de tudo, lembro-me que sempre teve paciência e ouvidos para as netas. Somos três."
"Lembro-me de que, no Natal, os sonhos e o pudim são tarefa dela! Vocês não estão a perceber a delícia… Jesus! Doces que os faz como ninguém. Ou fazia… (que dor no peito). Perdemos isso. E ficou um lugar vazio à mesa. Passávamos tanto tempo à mesa. O mesmo tempo que se passa no Natal, sabem?! Em casa. No nosso carro… Na feira. Feirante durante uma vida inteira praticamente… Está sempre de sorriso fácil e simples para as pessoas que a procuram nas Festas. Sempre pronta a fazer uma atenção aos 'fregueses'… 'A Senhora dos Bolos'... Ouvi isto de uma senhora que lhe compra Cavacas e não contive as lágrimas!", confessou.
Além disso, a avó era uma acérrima fã de Fanny Rodrigues: "Sempre que me via na televisão, mandava calar toda a gente e dizia bem alto: 'Olhem, olhem a Fanny.' A pessoa que me deu a conhecer a música do Vitor Rodrigues: 'Ponha a mão na cabecinha, agora na cinturinha, põe a mão lá na perninha vai acima, vai abaixo…' Se vocês vissem a minha avó a cantar essa música… canta mesmo com alma e a rir sabem?!"
"Uma avó que nunca me ofendeu. Sempre me ouviu e que acho, sinceramente, que enquanto neta podia ter dado mais de mim. Andava tão 'na minha' que podia ter dado mais de mim. Mais tempo de qualidade. Mais presença…", admitiu ainda, completando: "Bem, o resto vamos conversando entre nós. Vais continuar a viver dentro daqueles que são teus. Não vais ser esquecida. E peço-te que olhes por nós. E eu, enquanto neta mais velha, prometo que vou olhar pelo Nandito. Pelo Pai. E fazer com que a família esteja unida. Até já, 'bó'."
Veja, agora, a imagem partilhada por Fanny Rodrigues na galeria de fotografias que preparámos para si.
