"Secret Story". Falámos com o fundador do restaurante onde Ana trabalha em lingerie: "Há e haverá sempre preconceito"
A SELFIE esteve à conversa com Luís Almeida, o fundador de The Lingerie Restaurant, onde trabalha Ana Sousa, concorrente do reality show da TVI "Secret Story - Casa dos Segredos".
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Dúlio Silva
- 17 mar, 18:23
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"À noite, trabalho em lingerie" é o enigma que Ana Sousa esconde dos demais concorrentes da décima edição de "Secret Story - Casa dos Segredos". Na mais recente gala do reality show da TVI, a participante revelou, na privacidade do confessionário, em conversa com Cristina Ferreira, a história por detrás deste segredo, diretamente relacionado com The Lingerie Restaurant, com o qual a jovem colabora há aproximadamente quatro anos.
O negócio, contudo, já é mais antigo. Luís Almeida, fundador da marca que conta com um espaço no Porto e outro em Lisboa, conta à SELFIE como nasceu a ideia. "Este é um conceito que vai fazer 22 anos em abril, portanto, já não é nenhum menino e já passou várias fases. Abri o The Lingerie no início da minha vida empresarial. Queria abrir um negócio, não sabia exatamente o que havia de abrir, mas não queria abrir um restaurante tradicional. Eu trabalhei em navios de cruzeiro e vi um conceito semelhante a este, mas apenas destinado a homens. Mas eu não queria abrir uma coisa muito voltada para homens, porque a conotação era demasiado negativa e não era bem isso que queria. Eu queria mais um conceito de jantares com espetáculos. Portanto, o público é misto e o staff também é composto por homens e mulheres. Fazemos o espetáculo sempre com a temática erótica, mas sempre respeitando uma linha. Brincamos apenas com o tema. Os nossos clientes são grupos de homens, mulheres e casais. Muitas despedidas de solteiro e solteira, muitos aniversários de casamento, muitos aniversários, muitos jantares de empresa, muitos grupos de amigas... Neste momento, temos mais clientes mulheres do que homens", pormenoriza o mentor do projeto, de 47 anos.
Atualmente, "80% dos clientes são portugueses". "Naturalmente, estando no Porto e em Lisboa, há sempre uma percentagem de estrangeiros que nos procuram. Há também uma grande percentagem de pessoas que vêm fazer despedidas de solteiro ao Porto e a Lisboa e escolhem o The Lingerie como o local, para se fazer o jantar com um espetáculo com essa temática. Temos trabalhado bem", constata.
Embora, hoje em dia, o conceito esteja presente no Porto e em Lisboa, o primeiro restaurante foi aberto noutra localidade: "Na realidade, o projeto nasceu numa pequena localidade em Santa Maria da Feira: Canedo. Depois, fomos procurando um melhor espaço. A condição financeira é que nos permitiu chegar ao Porto e, depois, a Lisboa. A casa-mãe é no Porto, onde estamos desde 2011. Em Lisboa, temos uma franquia desde 2017", conta-nos Luís Almeida.
Fundador de The Lingerie Restaurant: "Há e haverá sempre preconceito"
A verdade é que, ainda antes de Ana Sousa entrar em "Secret Story - Casa dos Segredos", este sempre foi um projeto que captou a atenção dos demais. Essa mesma atenção pode ser causada por um preconceito.
Questionado se esse estigma se estendia à procura de funcionários, o empresário recua no tempo e recorda até uma história que envolve a estação de Queluz de Baixo: "Devo dizer que, quando iniciamos este projeto, há 22 anos, o preconceito era muito maior. Ninguém queria aparecer nas fotografias. Eu lembro-me de que, uma semana depois de termos aberto, a TVI queria fazer um direto para a Manuela Moura Guedes. Não consegui fazer o direto. Foi feita a reportagem na mesma, mas teve de ser gravada, porque o staff de mesa não queria aparecer nos vídeos. Hoje, com a democratização do conceito, com a Internet e as redes sociais, não temos tido dificuldade em encontrar pessoas para trabalhar. Muito porque também proporcionamos um bom trabalho. As pessoas acabam por se divertir e acabam por ganhar um bom dinheiro. Temos um conceito bastante harmonioso e temos uma boa equipa, quer no Porto, quer em Lisboa. As pessoas gostam de trabalhar ali", afirma.
Ainda assim, Luís Almeida deixa claro: "Há e haverá sempre preconceito". E sublinha: "Acho que, quando deixar de haver, se calhar, o The Lingerie deixa de ter tanto interesse. O facto é que quem não conhece o conceito vai ser sempre preconceituoso, mas temos vindo a quebrar isso ao longo dos anos. Basta ir às redes sociais ver os comentários que existem sobre a Ana. Nem precisamos de nos defender, porque são os nossos próprios clientes que estão lá a defender o conceito e o posicionamento da Ana. A Ana é uma pessoa que serve à mesa, pura e simplesmente."
Os dois episódios em que clientes foram convidados a sair
Com os empregados de mesa trajados em lingerie e a existência de espetáculos de pole dance e burlesque, The Lingerie Restaurant conta com um bom ambiente. De resto, em 22 anos de história, "só duas vezes é que alguém foi convidado a sair", revela o fundador da marca.
"Numa das vezes, um grupo veio depois de um casamento. Chatearam-se entre eles e foram convidados a sair. Na outra vez, foi com dois homens ingleses. Não devíamos tê-los deixado entrar, porque eles também já vinham meio acesos, e acabaram por ser convidados a sair", detalha, explicando: "O facto de termos clientes muito diversificados condiciona muitas as pessoas. Se fosse um ambiente só de homens, garantidamente, iria haver exageros. Quando é um ambiente só de mulheres, também há exageros. Como nós, no mesmo espaço, temos um grupo de clientes muito heterogéneo, acaba por haver um ambiente muito equilibrado."
Um caso de sucesso, o projeto funciona atualmente apenas com "reservas". "O sistema só aceita reserva se houver disponibilidade de mesas. E nós estamos sempre a trabalhar. Ao sábado, fazemos duas sessões - das sete às dez e das dez à uma - e as duas sessões estão sempre cheias. É claro que, no inverno, é um bocadinho mais calminho, mas mesmo assim trabalhamos bem. Agora, entre março e setembro, com as despedidas de solteiro, aquilo está sempre cheio", assume Luís Almeida.
