No passado mês de março foi tornado público que Carolina Patrocínio teria sido uma das lesadas de uma burla alegadamente praticada por Manuel Santana Lopes. O ex-chefe de operações da Notable terá desviado cerca de 250 mil euros de comissões de alguns dos agenciados, nomeadamente a apresentadora da SIC que, na altura, chegou a reagir nas redes sociais.
Agora, Carolina Patrocínio foi convidada do podcast "Geração 80", conduzido por Francisco Pedro Balsemão, e foi questionada sobre se pediu ajuda à família quando viveu esse momento delicado: "Pedi. Há uma parte que tive de fazer sozinha, esse luto ninguém o pode fazer por mim, porque não se trata de uma traição banal. Acho que, em várias alturas da vida, já fomos traídos, somos traídos, vamos ser traídos."
"Isto é algo que mexe muito mais do que uma traição de alguém que nós não conhecemos. É uma amizade de alguém que não é um ladrão que assalta a tua casa a meio da noite enquanto estás a dormir, é alguém que te assalta e que tem a cópia da chave do teu cofre, a quem eu entregava. É muito duro, tive de fazer o luto sozinha, mas tive ajuda. Aí, tive de gritar por ajuda para me embalarem também", explicou Carolina Patrocínio.
De seguida, a apresentadora afirmou: "Nenhum de nós conhece o nosso limite de sobrevivência, mas isto era um caso que não tinha justificação, não era para salvar ninguém, não era a sobrevivência de um filho, de uma mãe, que estava em causa. Dificilmente consegues encaixar, é um bocadinho virares a página, fazeres o teu luto e não justificar o que não tem justificação."
