Entrevistas

Carlos Costa revela tudo sobre mudança de nome após transição de género

Depois de ter decidido avançar para a transição de género, Carlos Costa admite estar a viver um momento de reflexão em torno da sua identidade, revelando dúvidas sobre a eventual mudança de nome e o impacto dessa decisão no seu dia a dia.

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Carlos Costa conversou em exclusivo com a SELFIE sobre o processo de autodescoberta, desta vez centrando-se numa das decisões mais simbólicas: o nome que vai adotar.

O cantor admite que, apesar de nunca ter ponderado seriamente uma alternativa, já existe um nome que tem surgido de forma espontânea entre o público e os mais próximos.

"Aparentemente, já toda a gente me batizou de Diana. Agora, como é que vou articular isso no meu dia a dia? Não faço a mínima ideia. Acho que a minha mãe vai sempre chamar-me Carlos", revela, evidenciando as dúvidas práticas e emocionais que esta possibilidade levanta.

"Estive noutro dia a procurar o significado do nome Diana: é deusa da caça. Não sei se se encaixa. É algo que eu nunca tinha pensado", confessa.

A ligação ao nome de nascimento surge, no entanto, como um dos principais entraves a qualquer mudança.

"O meu bisavô, o meu avô e o meu pai eram Carlos e eu sou Carlos por consequência", explica, sublinhando a dimensão emocional dessa herança. "Dizer não ao nome Carlos é dizer não a alguma coisa que os meus pais me deram", partilha.

Ao mesmo tempo, reconhece o conflito entre identidade e perceção social: "Ao mesmo tempo, ser Carlos e ter uma imagem feminina vai sempre entrar em choque com mentalidades, portanto, muito honestamente, não sei."

"A questão que paira aqui um bocado no ar é mesmo a questão do nome... e do preço dos soutiens", brinca.

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