Carlos Costa no papel de comentador? Saiba tudo!
Depois de reconhecer erros no passado, Carlos Costa quer abrir um novo capítulo na carreira, apostando na televisão e em projetos que lhe permitam afirmar a sua personalidade.
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Cátia Soares
- 26 abr, 18:29
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Carlos Costa quer dar um novo rumo à carreira e a televisão surge como uma das grandes apostas. O cantor assume o desejo de ter um espaço onde possa expressar-se livremente.
"Mais sonhos? Quero um programa na TVI. Um sítio onde eu possa falar. Gostava de desenvolver projetos na TVI, musicalmente e não só", revela.
Apesar de admitir algumas dúvidas sobre o papel que poderá assumir, acredita que conseguiria enquadrar-se, por exemplo, num programa de crónica social. "Adorava. Não sei se conseguiria ser o mauzão, mas acho que conseguiria expressar a minha opinião."
Esta vontade surge numa fase em que o artista faz um balanço do seu percurso e reconhece os erros do passado. "Sim, fiz muita porcaria ao longo da minha carreira, mas isso já passou. Vamos lá explorar o Carlos Costa novo", apela.
Ao mesmo tempo, deixa uma mensagem clara sobre como encara a exposição mediática: "Falem bem ou falem mal, mas falem. Porque ser esquecido é uma merda."
Essa atitude reflete-se também na forma como olha para o passado e para o crescimento pessoal.
"[Se pudesse falar com o Carlos da infância, dir-lhe-ia] Faz tudo igual e, se possível, tenta eliminar aquilo que poderá dar lugar ao teu sofrimento. Tenta desviar-te de questões como a 'Máquina da Verdade', tenta não escutar as discussões dos adultos, vive a tua infância, não permitas culpar-te por aquilo que corre menos bem na vida dos outros", reflete.
O cantor reconhece o impacto dessas vivências. "Se eu tivesse sido mais criança, mais feliz, mais solto, talvez nada destas mazelas, desta dor, da ansiedade, da depressão, das questões aditivas tivessem acontecido." Ainda assim, valoriza o percurso: "Acho que faz parte da vida, dos ensinamentos."
Hoje, procura viver de forma mais leve. "É permitirmos-nos viver o momento ao máximo e sem pensar demasiado para a frente. Nem tudo tem de ser projetado e desenhado na nossa vida. Os imprevistos, às vezes, são tão bons."
