Entrevistas

Carlos Costa assume adições: "Para adormecer a dor"

Depois de um período difícil, Carlos Costa revela que se refugiou na álcool para lidar com a dor emocional.

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Em entrevista exclusiva à SELFIE, Carlos Costa revela ter vivido um período marcado por dependências, numa fase em que procurava formas de lidar com a dor emocional.

"Passei por várias adições. Estava num loop de adições. Inicialmente, tinha uma adição muito grande a benzodiazepinas, ansiolíticos e por ai fora. Depois, álcool", partilha.

Apesar de reconhecer o problema, faz também questão de contextualizar: "A minha situação não era muito grave. Não andava bêbado de canto para canto, atenção! Simplesmente, recorria ao álcool para me adormecer a dor que sentia."

Na altura, não hesitou em procurar ajuda quando percebeu que precisava de fazer alguma coisa: "Auto-internei-me. Estive internado durante um mês para desintoxicação de álcool"

O cantor identifica a origem desse ciclo num período em que se afastou de si próprio. "Sempre fui uma pessoa de agitar águas. Quando decidi ir para a Madeira, decidi anular-me completamente." Essa anulação refletiu-se no dia a dia: "Quando estivemos a fazer as obras para a construção da nova loja da minha mãe, não usava maquilhagem e andava sempre com fatos de treino cheios de tinta. Anulei completamente quem verdadeiramente era para agradar naquele período de adaptação e porque era completamente incompatível estarmos a fazer obras e apresentar glamour. Isso requer tempo e eu não tinha tempo para isso."

Foi nesse contexto que as dependências ganharam espaço. "Fui-me anulando e foi aí que começaram as dependências de alcoolismo e por aí fora."

Hoje, tira uma conclusão clara desse período: "O não sermos nós próprios só nos leva à destruição. Foi este ensinamento que eu retirei. Até que, aos poucos, comecei a lançar pedrinhas ao charco e a recuperar quem eu era, a vestir-me da forma que eu queria, voltei a maquilhar-me, voltei a colocar extensões e, aos pouquinhos, comecei a renascer e a sentir-me forte."

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