Entrevistas

Carlos Costa: "A minha mãe continua a tratar-me como se eu tivesse 15 anos. Com muitas desconfianças"

Em entrevista exclusiva à SELFIE, Carlos Costa descreve uma relação complexa com a mãe, marcada por diferenças de personalidade, falta de diálogo e tentativas de reconstrução.

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Apesar de já terem retomado contacto após o episódio da "Máquina da Verdade", que os manteve afastados durante três anos, Carlos Costa admite que a relação com a mãe continua a ser desafiante.

"Eu sou uma pessoa mais de falar do que a minha mãe. A minha mãe é uma pessoa muito pragmática, muito 'bola para a frente', 'já chega', 'mexe-te'", conta.

"Ela construiu o pequeno império que ela tem por ser uma pessoa extremamente disciplinada e rígida", acrescenta, com a voz embargada. 

O cantor descreve uma diferença profunda entre os dois na forma de lidar com os problemas, razão pela qual nunca conversaram calmamente sobre o que aconteceu na "Máquina da Verdade": "Ela não tem a capacidade do diálogo que eu tenho, portanto, este tipo de diálogo e de conversa é uma não-questão para ela. É uma perda de tempo."

Nas palavras do músico, a postura da mãe é clara: "'Por que é que vamos estar aqui a falar sobre aquilo que passou? Temos trabalho para fazer! Temos coisas para fazer! A vida segue!'"

"Muitas das vezes, ela diz: 'Sejamos verdadeiros. O que está para fazer... está para fazer!' Não há cá 'mimimis'. Não há cá conversinhas. Não há tempo para isso! Tempo é dinheiro! Para a frente!' Portanto, é uma não-conversa", acrescenta.

Essa forma de estar dificulta a reconciliação emocional: "Foi simplesmente fechar o livro e iniciar um novo, com muitas desconfianças, com muitos handicaps."

"A minha mãe continua a tratar-me como se eu tivesse 15 anos, porque eu tinha 15 anos quando saí de casa e ela desconhece o período da história desde que saí até que regressei", descreve.

"Ainda existe muita resistência ao conhecimento que eu adquiri ao longo dos anos, àquilo que absorvi de pessoas com quem me cruzei, de programas de televisão... A minha mãe não assistiu e age em conformidade. É a forma de ela também se proteger. Eu tento muitas vezes, mas é difícil", confessa.

E assume, sem hesitação: "Quem é que está mais longe da verdade sobre mim? Ela. A minha mãe. Sim, sem dúvida."

Ainda assim, a prioridade mantém-se: "Enquanto tiver a minha mãe, ela será sempre a prioridade."

"Não tenho como largar [a mão da família]. Aconteça o que acontecer. Nem que tenha que nunca mais voltar a ser artista. Honestamente, gostaria muito de ter oportunidade de voltar à televisão, de ter um trabalho e de ser remunerado trabalhando na televisão. De forma saudável. Mas a verdade é que, enquanto tiver a minha mãe, ela será sempre a prioridade, porque não vou voltar a passar pelo mesmo que passei com o meu pai. Não poder despedir-me foi horrível", conclui.

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